segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Moçambique qualifica-se para o CAN-2010 em Angola


A selecção moçambicana, os “Mambas”, qualificou-se para o Campeonato Africano das Nações (CAN) 2010, ao receber e derrotar, na tarde de ontem, a congénere da Tunísia por uma bola sem resposta no decisivo embate da sexta e última jornada de apuramento à maior prova de futebol em África.



O tento solitário, mas precioso para a consumação das aspirações dos Mambas, foi apontado por Dário Monteiro aos 37 minutos da etapa complementar da partida, na sequência de uma assistência feita pelo capitão Tico-Tico, que entrava pelo corredor central da retaguarda do meio-campo tunisino.

Dário rematou em cheio para a defesa e figura do guarda-redes tunisino, Mathlouthi Aymen, mas a “turbo recarga” do avançado dos Mambas foi além da capacidade do”'keeper” das “Águias de Cartago”, “incendiando” de alegria os milhares de amantes da modalidade que se fizeram ao Estádio da Machava, “catedral da selecção”, para assistir a inevitável qualificação dos Mambas.

A explosão de Dário colocou o “Vale do Infulene” e o país inteiro (do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico) em “chamas de felicidade”, porque viam os Mambas a regressarem ao convívio da classe alta do futebol africano, na sequência da qualificação para o CAN2010.

As Águias de Cartago, que vieram a Moçambique com as plumas cheias, estavam confiantes na vitória, até porque os conceituados analistas de futebol estavam muito reticentes quanto a vitória dos Mambas dado o forte poderio e a posição da turma tunisina no Grupo 'B'.

Porém, a tradição é inviolável e ficou, uma vez mais provado, que os venenosos Mambas são invencíveis mordazes em seu território, bastando apontar a vistosa e soberba exibição frente as Águias de Cartago, bem como a forma como se portaram nesta campanha em todas as partidas disputadas em sua casa.

Ora vejamos, na abertura deste ciclo os Mambas receberam e empataram com as “Super Águias” da Nigéria sem abertura de contagem. Viajaram a Tunis onde perderam por duas bolas frente ao mesmo adversário com quem ajustaram ontem as contas. Na deslocação a Nairobi, perderam com o Quénia por duas bolas a uma.

Nas partidas subsequentes, os Mambas receberam e derrotaram as “Estrelas do Harambee” do Quénia por uma bola. Deslocaram-se a Abuja (Nigéria) onde deram uma autêntica “dor de cabeça”as Super Águias, apesar de terem perdido por uma bola sem resposta.

Ontem, tarde ensolarado, os Mambas receberam e derrotaram a Tunísia, gigante do futebol africano, que vinha buscar o seu quarto apuramento para um mundial.

Aliás, foram os Mambas que enterraram o sonho de qualificação da Tunísia para o quarto mundial, mas consumando a sua quarta aparição para o CAN, momento que vai, sem dúvida, ficar na memória e na retina dos milhares de moçambicanos que acompanharam o jogo.
O defesa Edson Sitói, ou simplesmente Mexer, voltou a mostrar um alto nível de serenidade tendo até sido o jogador dos Mambas que executou excelentes intervenções na retaguarda da selecção, inviabilizando as investidas da Tunísia.

O seleccionador moçambicano, Mart Nooij, substituiu, na segunda parte do encontro, Genito por Fumo e Miro deu seu lugar a Momed Haji.

No final do encontro, os Mambas dedicaram a preciosa vitória ao povo moçambicano que tanto torceu pela qualificação para o CAN, cuja última aparição de Moçambique foi em 1998, edição acolhida pelo Burkina Faso.

Fonte: O Pais

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Jornal tunisiano escreve que Estádio da Machava foi “cemitério” do sonho da sua selecção


Um jornal tunisino, o “
Le Renouvveau”, lamenta a forma desastrosa como a selecção da Tunísia actuou, sábado, no Estádio da Machava, em Maputo, no jogo diante da sua congénere moçambicana, a contar para a última jornada de qualificação conjunta para os campeonatos mundial e africano de futebol, que se realizam em 2010, na áfrica do Sul e Angola, respectivamente.

Na sua edição de ontem, o “Le Renouveau” afirma que, para a Tunísia, o Mundial já se foi e o Estádio da Machava permanecerá
por muito tempo um “cemitério” onde foram enterradas as esperanças tunisianas.

“Diante de um Moçambique subindo em bloco e que mereceu o seu sucesso, ontem, o regresso a casa (Tunísia) foi tão brutal, tão cruel e tão doloroso, porque o público desportivo tunisiano há muito tempo que vinha alimentando sonho de se qualificar para o quarto Mundial”, afirma o jornal editado em língua francesa.

A Tunísia não é o Brasil, sem dúvida. Mas o seu futebol merece mais. Uma selecção que se apresentou, durante os 90 minutos, ora optando por jogo de balão, ora correndo atrás dos moçambicanos, os quais de repente pareciam ter descoberto uma alma e uma vocação de brasileiros da África, melhor resultado não seria de esperar, senão a derrota”, critica o jornal.

Segundo aquela publicação, as “águias de Cartago” vão procurar vários argumentos para justificar o anti-jogo, como, por exemplo, “a pressão, piso sintético e falta de concentração”.

“Infelizmente, não fizeram nada para forçar o destino, exprimindo um jogo incaracterístico, lento, incoerente e de um inconsolável aborrecimento”, escreve o jornal, para quem não se vai reescrever a história em si, do tipo: “E se Darragi fosse alinhado de início”, “e se Khaled Souissi, ultrapassado
regularmente, tivesse sido deixado no banco de suplentes…”.

De acordo com o articulista, esta não é a hora dos “processos”, porque dentro de dois meses arranca a fase final do CAN, em Angola, para a qual a Tunísia foi apurada, daí que um excesso de nervosismo e uma análise insuficientemente lúcida “podem deixar um grupo jovem numa noite profunda”.

Numa análise ao jogo, o jornal elogia a forma como o combinado moçambicano montou o seu sistema táctico, em que a característica principal foi “prudência, jogo em bloco e defesa em linha”.

Diz mesmo que os Mambas se apresentaram no terreno sem complexos e tomando a iniciativa do jogo, no qual “o velho leão Tico-Tico parecia reencontrar as pernas dos seus vinte anos de carreira”.

A única unidade tunisina que o jornal elogia é o “keeper” Mathlouthi, que, por várias vezes, de acordo com o seu articulista, teve que se aplicar ao extremo para travar as investidas de Tico-Tico e Dário Monteiro e, mais tarde, de Gonçalves Fumo.

Destaca também o remate de cabeça de Dário Khan que fez estremecer Mathlouthi e a sua defesa. “A pressão moçambicana acentuava-
se, apesar da reentrada de Ali Zitouni, que se juntou a Fahid Ben Khalfallah na ala direita, e que Dário Monteiro, colocado a ponta-

de-lança, continuava a perigar a existência do duo defensivo tunisino Ghezal-Haggui”, descreve o jornal, elogiando, em suma, toda a equipa moçambicana.

Fonte: O Pais

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Suécia forma moçambicanos em matéria de emprego



O primeiro grupo de bolseiros moçambicanos em formação sobre mercado de emprego que se encontrava em Estocolmo, capital do reino da Suécia, acaba de regressar ao país, marcando assim a primeira fase da implementação do acordo rubricado entre os ministérios do Trabalho daquele país e de Moçambique.


De acordo com um comunicado do Ministério do Trabalho, os seis moçambicanos integrantes do projecto, cuja duração desta primeira experiência foi de três anos, tiveram a oportunidade de estagiar na empresa Sony-Erickson e em alguns centros de emprego em Estocolmo, tanto em matéria de diálogo social como em gestão de dados sobre mercado, modelos que se pretendem que sejam implementados nos quatro países seleccionados, nomedamente, Moçambique, África do Sul, Botswana e Namíbia.

Moçambique foi representado pela CTA, pela Organização dos Trabalhadores Moçambicanos e alguns representantes do Governo. O objectivo das bolsas atribuídas pela Suécia é providenciar matérias de estudos do mercado de emprego, do ponto de vista técnico-científico, tecnológico e estatístico, por forma a criar mecanismos de interpretação dos fenómenos que ocorrem no mercado de emprego.

Fonte: O Pais

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Segurança de barragens leva técnicos à capacitação

UM total de 40 técnicos participam a partir de hoje, na capital do pais, no oitavo curso de segurança em barragens, promovida pelo Laboratório de Engenharia de Moçambique em coordenação com a Ordem dos Engenheiros de Moçambique.
Nesta formação estarão presentes técnicos adstritos à área de barragens, entre os quais representantes da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, Pequenos Libombos, Corrumana e Massingir.

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Mineração industrial: Crise mundial reduz produção na Zambézia

Imagem da revista online Mineweb

A CRISE financeira mundial está a afectar sobremaneira a produção industrial de minerais na Zambézia. Devido à recessão económica, aquela província registou nos primeiros seis meses deste ano uma redução na ordem de 48 porcento no volume de produção comparativamente a igual período do ano passado.

Dados apurados pela nossa Reportagem junto de Berta Olga Guambe, Directora provincial de Recursos Minerais e Energia, indicam que a produção baixou para 204.400 quilogramas contra os 396.400 kg do ano passado.

A fonte precisou que a produção global de 2008 foi de 572.300 kg, mas devido à paralisação temporária das nove empresas industriais que operam na Zambézia decorrente da falta de mercado e por outras razões os níveis baixaram de forma considerável neste ano, o que afectou a contribuição do sector para o sistema fiscal.

Dados da OTM-CS indicam que, decorrente da recessão económica, 340 operários perderam emprego pelo facto das entidades patronais não terem capacidade para pagar salários devido à crise internacional.

Berta Guambe, sem avançar dados, disse que as empresas mineiras enfrentam dificuldades de retenção da mão-de-obra, o que se reflecte no aumento de problemas sociais de milhares de famílias, porque os que garantiam o sustento destas já não têm outras fontes de rendimento.

INVESTIDORES

A nossa entrevistada afirmou que os investidores estão a esmerar-se para relançar a produção a partir de 2010. A fonte disse que com a retoma económica, os empresários já recolheram amostras para análises laboratoriais no estrangeiro, prevendo-se que entre Abril e Junho os resultados sejam conhecidos e recomece-se com a produção dos minerais.

Entretanto, os participantes da primeira conferência provincial sobre o desenvolvimento comunitário, que ontem terminou na cidade de Mocuba, apontaram uma série de irregularidades que devem ser corrigidas pelo Governo e pelos legisladores para criar confiança nos cidadãos e elevar a arrecadação de receitas.

O garimpo ilegal e o período de cinco anos dado a proponentes de projectos de prospencção e pesquisas foram dois aspectos bastante debatidos ontem.

Entretanto, a directora provincial de Recursos Minerais e Energia reconhece os problemas e justificou-se dizendo que o assunto sobre o período de prospecção está a ser discutido no ministério. Quanto ao garimpo, disse que está associado à falta de recursos humanos para uma fiscalização efectiva. A exploração de recursos minerais na Zambézia faz-se nos distritos de Gilé, Ile, Mocuba e Alto Molócuè.

  • Jocas Achar

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EUA apoiam desminagem com dois milhões de dólares

Site da ONG Halo Trust - Mocambique

A EMBAIXADA dos Estados Unidos da América em Maputo concedeu ontem à HALO Trust-Mozambique, uma agência de desminagem, dois milhões de dólares americanos como parte da continuação do seu apoio às actividades de remoção de minas no território nacional.


Este financiamento será usado para desminar consideráveis áreas das províncias de Maputo, Manica e Tete, restabelecendo o acesso seguro à terra e infra-estruturas para a população local, neste momento exposta ao perigo.

O valor foi entregue no bairro da Matola-Gare, pelo Encarregado de Negócios dos EUA, Todd Chapman, à representante da HALO Trust-Mozambique, Helen Gray, que na altura referiu que a linha de alta tensão Maputo-Ressano Garcia, com 200 torres de transporte de energia eléctrica, 165 das quais a braços com minas, será uma das prioridades no trabalho de desminagem. A desminagem na província de Maputo começou em Novembro de 2007, em Manica, em Maio deste ano, e este mês de Outubro foi escalar a província de Tete.

Segundo Helen Gray, a organização conta com um efectivo de 260 trabalhadores, 100 dos quais são sapadores. Novas equipas serão formadas para reforçar a actividade. Este trabalho, segundo a representante da HALLO, irá contribuir para o cumprimento das metas definidas pelo Governo, que é de ter um Moçambique livre de minas até 2014.

Estima-se que 200 mil minas foram colocadas no território nacional durante a luta pela independência e no conflito armado que se seguiu. O problema das minas em Moçambique já foi um dos mais graves no mundo, com minas terrestres e de engenhos explosivos herdados dos muitos anos de conflitos que terminaram em 1992.

Até 2007, a organização não-governamental limpou quatro províncias do país, nomeadamente Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia. Neste momento está a trabalhar na desminagem das províncias do centro do país. Ao todo foram limpos 525 campos minados, contendo 100 843 minas, tendo a região sido declarada “livre do impacto de minas” no início de 2008.

A representante da Halo Trust-Moçambique aponta que com a remoção das minas as terras ficam livres para a população poder viver, fazer agricultura, construção de infra-estruturas e criar as suas famílias sem medo de ferimentos incapacitantes. Por seu turno, Todd Chapman disse que desde 1993 os Estados Unidos já providenciaram mais de 47 milhões de dólares de assistência à desminagem a Moçambique.

Fonte: Noticias

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Moçambicanos desaparecem de uma prisão sul-africana

Prisao de Robben Island onde esteve encarcerado Nelson Mandela

Os referidos indivíduos haviam sido detidos quando transportavam 5 kg de ouro bruto
Quatro indivíduos, dos quais dois moçambicanos, um tanzaniano e um congolês, que se encotravam presos numa cadeia em Vereening (90 km a sul de Joanesburgo), por posse ilegal de cerca de cinco kilogramas de ouro bruto, evadiram-se da prisão, na madrugada de ontem, em circustâncias estranhas, disse o porta-voz da polícia em Vereening, Jimmy Dhlamini, à nossa reportagem.


Trata-se dos moçambicanos Sebastião Trinta e Afonso Trinta ambos irmãos de de 34 e 30 anos de idade respectivamente, Patrick Marie, congolês de 28 anos de idade e John de 36 anos de idade, de nacionalidade tanzaniana.

Os foragidos que se encontravam detidos em celas especiais, terão fugido em circustâncias misteriosas, dado que não houve tumultos que pudessem facultar a saída daqueles, o que deixa fortes suspeitas de que os indivíduos teriam saído em estreita colaboração com os agentes da polícia em serviço. Segundo Dhlamini, neste momento decorrem investigações para recapturar os foragidos. “Neste momento estamos em estreita sintonia com as autoridades policiais, nas fronteiras, por forma a se evitar a sua possível saída para fora do país”.

Dhlamini acrescentou que neste momento nenhum polícia foi preso, estando concetrados apenas na captura dos foragidos.

Contactado telefonicamente, o advogado que defende os fugitivos, Smilo Langa, escusou-se a comentar à volta do assunto em questão, alegando que ainda não tinha sido informado pela polícia, dando conta do desaparecimento dos seus clientes. “O que sei até este momento é que os meus clientes continuam ainda presos, agora se se evadiram da cadeia não sei, porque ninguém me informou nada ainda, por isso não sei nem posso fazer comentários”, disse.

Os foragidos foram detidos quando se faziam transportar numa viatura de marca Toyota Corrola, a caminho de Joanesburgo, na posse de 5 kg de ouro bruto

Fonte: O Pais

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Atravessando a Ponde Dona Ana na Zambezia

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EUA apoiam desminagem com dois milhões de dólares


A EMBAIXADA dos Estados Unidos da América em Maputo concedeu ontem à HALO Trust-Mozambique, uma agência de desminagem, dois milhões de dólares americanos como parte da continuação do seu apoio às actividades de remoção de minas no território nacional.




Este financiamento será usado para desminar consideráveis áreas das províncias de Maputo, Manica e Tete, restabelecendo o acesso seguro à terra e infra-estruturas para a população local, neste momento exposta ao perigo.

O valor foi entregue no bairro da Matola-Gare, pelo Encarregado de Negócios dos EUA, Todd Chapman, à representante da HALO Trust-Mozambique, Helen Gray, que na altura referiu que a linha de alta tensão Maputo-Ressano Garcia, com 200 torres de transporte de energia eléctrica, 165 das quais a braços com minas, será uma das prioridades no trabalho de desminagem. A desminagem na província de Maputo começou em Novembro de 2007, em Manica, em Maio deste ano, e este mês de Outubro foi escalar a província de Tete.

Segundo Helen Gray, a organização conta com um efectivo de 260 trabalhadores, 100 dos quais são sapadores. Novas equipas serão formadas para reforçar a actividade. Este trabalho, segundo a representante da HALLO, irá contribuir para o cumprimento das metas definidas pelo Governo, que é de ter um Moçambique livre de minas até 2014.

Estima-se que 200 mil minas foram colocadas no território nacional durante a luta pela independência e no conflito armado que se seguiu. O problema das minas em Moçambique já foi um dos mais graves no mundo, com minas terrestres e de engenhos explosivos herdados dos muitos anos de conflitos que terminaram em 1992.

Até 2007, a organização não-governamental limpou quatro províncias do país, nomeadamente Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia. Neste momento está a trabalhar na desminagem das províncias do centro do país. Ao todo foram limpos 525 campos minados, contendo 100 843 minas, tendo a região sido declarada “livre do impacto de minas” no início de 2008.

A representante da Halo Trust-Moçambique aponta que com a remoção das minas as terras ficam livres para a população poder viver, fazer agricultura, construção de infra-estruturas e criar as suas famílias sem medo de ferimentos incapacitantes. Por seu turno, Todd Chapman disse que desde 1993 os Estados Unidos já providenciaram mais de 47 milhões de dólares de assistência à desminagem a Moçambique.


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Médica moçambicana condecorada pela França

A médica moçambicana, Lina Cunha, foi, esta quinta-feira, condecorada com a medalha “Ordem Nacional de Mérito” pelo embaixador da França em Moçambique, Christian Daziano, em reconhecimento ao seu percurso e ligações particulares com aquele país europeu, sobretudo na área da saúde.


Segundo um comunicado de imprensa recebido hoje pela AIM, esta medalha vem recompensar também o trabalho e esforços evidenciados por Cunha em prol do desenvolvimento da saúde em Moçambique.

Cunha formou-se em medicina na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição do ensino superior no país, tendo completado a sua formação em França, país onde prestou serviços junto ao Centro Hospitalar Universitário de Poitiers.

O Pais

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Nampula exporta 200 toneladas de soja


O REINO da Noruega vai importar este ano cerca de duzentas toneladas de soja, a partir da província de Nampula, avaliadas em 2.5 milhões de meticais valor que vai reverter a favor dos produtores daquela cultura de rendimento, cuja produção começa a ganhar muita notoriedade a nível dos distritos do interior, nomeadamente Malema e Ribáuè.


Esta informação foi avançada por Moisés Raposo, gerente da Empresa de Comercialização de Insumos e Produtos Agrícolas de Nampula IKURU, que esta semana vai rubricar com a União das Cooperativas da Noruega, KF, um acordo com prazo indefinido, visando a compra de soja produzida através de métodos orgânicos, ou seja que não envolve a aplicação de pesticidas.

O acordo em refer|encia prevê o fornecimento de sementes melhoradas de soja por parte da KF aos produtores que neste momento praticam e que mostram interesse em praticar aquela cultura a nível dos distritos de Malema e Ribáuè na província de Nampula, Cuamba e Gurué, nas vizinhas Niassa e Zambézia, respectivamente.

Com sementes melhoradas de soja, a produção tem estado a registar subidas de cerca de 800 quilogramas para 1,5 tonelada por hectare. Os índices de produtividade permitem não somente o cumprimento das metas de produção destinada à exportação, como para elevar os níveis de rendimento financeiro a favor dos produtores envolvidos na prática daquela cultura.

De acordo com Moisés Raposo, nas regiões supracitadas assiste-se nos últimos três anos a um envolvimento forte dos produtores para a prática de soja, aparentemente pela garantia existente de mercado visando a colocação do produto a preços favoráveis comparativamente ao esforço despendido.

O preço de mercado actualmente em vigor no processo de comercialização de soja situa-se em 12,50 meticais o quilograma, valor que vai ser adicionado 75 centavos como forma de estimular o produtor.

Estima-se em três mil toneladas a produção de soja conseguida na última safra nos distritos de Malema e Gurué, contra as cerca de trinta colhidas na safra 2003/2004, quando o cultivo daquele produto foi relançado numa iniciativa do Governo e seus parceiros que disponibilizaram sementes e outros insumos agrícolas para os camponeses do sector familiar.

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Praça dos Combatentes reabre dentro de dias


A circulação de viaturas na Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo, vai ser reaberta dentro de dias, quando terminar a retirada de um poste de alta tensão que causou a paralisação das obras na zona do entroncamento entre as avenidas Julius Nyerere e Vladimir Lénine.



A garantia foi ontem dada pelo edil da capital, David Simango, que, entretanto, não indicou a data do reinício da circulação automóvel, afirmando apenas que “a reabertura vai ocorrer dentro de dias”.

Para a remoção do poste de alta tensão que atrasou as obras a Electricidade de Moçambique (EDM) viu-se, dada a complexidade do trabalho, obrigada a solicitar uma equipa de técnicos sul-africanos, que se terão deslocado a “Xikhelene” na última quarta-feira ou ontem, segundo David Simango.

A reabilitação e modernização da Praça dos Combatentes arrancou em Maio e deviam ter terminado até 10 de Setembro.

Falando após a entrega de algumas benfeitorias aos vendedores do Mercado do Povo, o Presidente do Conselho Municipal disse que para além do poste de alta tensão constatou-se que o desenho da terminal de viaturas prevista para a Praça dos Combatentes exige a retirada de 34 famílias da zona.

Nesse sentido, enquanto decorre o processo de transferência das famílias da área do parque de viaturas de transporte semicolectivo de passageiros, vulgo “chapa”, o empreiteiro poderá terminar a construção da rotunda pequena. Finda aquela parte, o tráfego será reaberto, ficando o empreiteiro a edificar a futura terminal dos “chapa”.

Dada a necessidade de reassentar das 34 famílias, a terminal dos “chapa” só estará finalizada em Dezembro próximo.

O edil acrescentou que o valor a ser gasto nas compensações dos 34 agregados familiares a serem transferidos atinge cerca de três milhões e quinhentos mil meticais.

Desde Maio último a ligação rodoviária a “Xikhelene” é feita através da Rua da Beira, uma rodovia estreita e incapaz de acomodar a intensidade do tráfego que se regista na zona.

Quanto ao Mercado do Povo, a edilidade desembolsou um milhão de meticais para a instalação de 25 novas bancas, construção de uma bilheteira e de escritórios para a direcção, bem como a reabilitação dos sanitários.

Com 169 bancas, 54 das quais livres, e 111 barracas, o Mercado do Povo, localizado nas proximidades do edifício do município, gerou uma receita de cerca de 475 mil meticais entre Janeiro e Setembro últimos.

David Simango reconheceu que ainda há muito por fazer naquele mercado, acrescentando que a intervenção agora feita visa minimizar o drama que se vive no local, com destaque para a falta de sanitários.Digite aqui o resto do post

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Escola de Ciências Marinhas pelo aumento da capacidade


A ESCOLA Superior de Ciências Marinhas e Costeiras de Quelimane, na província da Zambézia, aposta na modernização das suas infra-estruturas como forma de aumentar a sua capacidade de ingresso, que nos últimos tempos tem estado a ser procurado por estudantes de vários quadrantes do país.



Pertencente à Universidade Eduardo Mondlane (UEM), aquela instituição de Ensino Superior lecciona há quatro anos, tendo recentemente graduado os primeiros licenciados em Biologia Marinha e Oceanografia, num total de 38 formandos.

A sua capacidade, segundo a direcção, está abaixo de uma centena de estudantes, situação que é relacionada à falta de infra-estruturas para acolhimento dos formandos, uma vez que o estabelecimento funciona com poucas salas de aulas nas mesmas instalações, onde há quatro anos iniciou as suas actividades.

Este cenário também está a verificar-se no que diz respeito ao internamento dos estudantes, pois a actual capacidade não permite que mais pessoas tenham acomodação. Tentando contornar esta situação, alguns cursantes vêem-se obrigados a arrendar as suas casas nas proximidades da escola.

O mesmo, segundo ainda a direcção da escola, almeja-se quanto às instituições onde os alunos devem realizar as suas aulas práticas, embora tenha-se registado um número considerável de entidades que se mostraram abertas para acolher estagiários.

Os 38 técnicos com formação superior nas áreas de Biologia Marinha e Oceanografia, cursos direccionados para o estudo do mar e da costa, trabalharam em diversos distritos das províncias de Cabo Delgado, Gaza, Inhambane, Nampula, Tete, Sofala e Zambézia, desde escolas, laboratórios, nas comunidades e em diversas embarcações de pesca, de guerra e de pesquisa científica nacionais e estrangeiros.

Durante os quatro anos de formação ganharam consistência profissional realizando estágios no Ministério da Ciência e Tecnologia, Instituto Nacional de Investigação Pesqueira, Pescamar, Instituto Nacional de Inspecção do Pescado, Aquapesca, com o Fundo Mundial para a Natureza, Instituto de Hidrografia e Navegação, Universidades da Holanda, Brasil, Tanzânia, Reino Unido, África do Sul, Austrália, entre outras empresas de pesca e aquacultura.

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10 milhões de pessoas defecam ao ar livre no país


Dez milhões de pessoas, cerca de metade da po pulação moçambicana, continuam a defecar ao ar livre, segundo um relatório lançado ontem em Genebra pela Organi zação Mundial da Saúde.

De acordo com a agência Lusa, que cita o mesmo relatório, Ango la está entre os 15 países com mais mortes infantis devido à diarreia, uma lista liderada pela Índia e que reúne nações que concen tram três quartos das mortes de crianças causadas pela doença.


O relatório “Diarreia: Porque é que as crianças continuam a mor rer e o que é possível fazer?”, lan çado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela agência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), estima que morram anualmente em Angola devido à diarreia quase 20 mil crianças com menos de cinco anos.

Alista de países é liderada pela Índia, onde se estima que morram por ano quase 390 mil crianças por doenças associadas à diarreia, e inclui ainda nos lu gares cimeiros países como a Nigéria, República Democrática do Congo, Afeganistão e Etiópia. Ainda segundo o relatório, os países africanos (46 por cento) e do sul da Ásia (38 por cento) con centram 80 por cento das mortes de crianças com menos de cinco anos causadas pela diarreia em todo o mundo, que em 2007 se estimavam em 1,5 milhão.

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Bem-vindo à Gorongosa

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Filme moçambicano exibido em Paris


O filme moçambicano, “A Ilha dos Espíritos”, que retrata a história da Ilha de Moçambique,

foi projectado, durante a semana passada, para os participantes da trigésima quinta Conferência Geral da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (UNESCO), que decorreu na sua sede, em Paris.


A projecção do filme fez parte de uma sessão especial sobre Moçambique que teve como tema a “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Sustentável”.

“A Ilha dos Espíritos” é um documentário de 63 minutos, que foi realizado por Licínio de Azevedo e co-produzido pela Ebano Multimedia e Technoserve, que teve a sua estreia durante o quarto Dockanema, Festival De Filme Documentário, que decorreu em Maputo de 11 a 20 de Setembro último.

O filme aborda a história da ilha, que muito antes de dar nome ao país, durante séculos, teve um papel fundamental no Oceano Índico, pelo facto de ter servido como ponto de escala de navegadores do Oriente e do Ocidente que procuravam alargar as fronteiras do mundo conhecido até os dias de hoje.

No filme, intervêm como actores principais um historiador especializado na ilha (Filipe Pereira) e um arqueólogo marítimo (Alejandro Mirabal), que traz à superfície tesouros há muito perdidos em naufrágios.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

African wild dogs in Niassa Reserve, Mozambique

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Elefante Safari

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Diving in Tofo, Mozambique

This is one of my last dives in Tofo, a few days before completing my DiveMaster course... A big thanks to Sangue Bom for the footage!

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Turismo em Mocambique

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mozambique Tourism Minister speaks at AHIC

Breaking Travel News interviews Mozambique Tourism Minister at Arabian Travel Investment Conference 2008, Dubai. Breaking Travel News (BTN) is one of the Internet's most comprehensive online trave...

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mozambique Tourism

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Livro de Mia Couto valorizado no Brasil Livro de

A obra do escritor Mia Cou­to, “Terra Sonâmbula”, foi se­leccionada no Brasil para o vestibular 2010, pela Universi­dade Federal da Grande Dou­rados.

A obra do escritor moçam­bicano faz parte de uma lista de livros onde integram: “Ma­cunaíma”, de Mário de Andra­de; o “Episódio A máquina do mundo” (fragmento de Os Lusíadas), de Luís Vaz de Ca­mões; “Pequenas Criaturas”, de Rubem Fonseca; e “Poemas rupestres”, de Manuel de Bar­ros.

De recordar que “Terra So­nâmbula” foi considerado pelo júri especial da Feira do Livro de Zimbabwe como sendo um dos doze melhores livros afri­canos do século XX.

É um romance em abismo e esperança, escrito numa prosa poética.

Mia Couto vale-se também de recursos do realismo mági­co e da arte narrativa tradicio­nal africana para compor esta bela fábula.

A obra narra a história do velho Tuahir e do menino Muidinga, que se servem de um machimbombo incendiado em uma estrada poeirenta como seu abrigo, em fuga da guerra civil. Digite aqui o resumo do post

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Brasil reforça cooperação com Moçambique Brasil reforça cooperação com Moçambique


O Brasil vai intensificar a co­operação agrícola com Mo­çambique com a assinatura de um acordo tripartido e com a abertura de um escri­tório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Maputo.
A informação foi dada à “Lusa” pelo ministro mo­çambicano da Agricultura, Soares Nhaca, que se encon­tra de visita ao Brasil.
“A representação da Embra­pa em Moçambique deverá ser aberta no primeiro semestre do próximo ano. A decisão já foi tomada”, assegurou.

Segundo Nhaca, um memorando de entendi­mento neste sentido vai ser assinado no próximo dia 14, altura em que vai estar em Maputo uma delegação da Embrapa, chefiada pelo novo presidente da institui­ção, Pedro António Pereira.

Nesta data será firmado também outro acordo importante, que envolve financiamento japonês, para o desenvolvimento da área da agricultura no corredor de Nacala.

“O namoro foi longo, mas agora vamos assinar o casamento a três”, revelou o ministro moçambicano, esquivando-se, contudo, de precisar o montante que vai ser investido pelo Japão neste projecto.

O Brasil, que registou nos últimos anos um crescimen­to significativo da produção agropecuária no cerrado, uma réplica da savana moçambicana, entra com a transferência de tecnologia.

O cerrado ocupa uma área de mais de 1,9 milhão de quilómetros quadrados que se estendem por 12 estados e pelo distrito Federal, sen­do actualmente a principal região produtora de grão e de carne bovina, no Brasil.

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Recolha de ovos de crocodilos reduz conflito Homem/fauna bravia


O PROCESSO de recolha de ovos de crocodilos introduzido no ano passado por uma estância turística nacional denominada AGRIPEC ao longo do rio Zambeze nas margens do distrito de Chemba, em Sofala, está a reduzir significativamente o luto e mutilações que frequentemente eram protagonizados por répteis entre as populações ribeirinhas, sobretudo na época do Verão, durante a disputa de agua.
Numa primeira fase foram recolhidos mais de 16 mil ovos que foram transportados via aérea de Chemba para a cidade da Beira. Para este ano, espera-se que actividade semelhante venha a arrancar em Setembro próximo fixando o mesmo número, mas com a operadora já posicionada no terreno, numa área calculada em 500 hectares, criando 15 postos de emprego.

De acordo com o administrador de Chemba, António Januário, normalmente, o crocodilo começa a sua reprodução no mês de Setembro, razão pela qual está fixado este período para a recolha dos seus ovos, que são igualmente utilizados para a multiplicação da mesma espécie de forma modernizada.

O projecto em alusão tenciona, a médio prazo, exportar a pele dos animais a ser abatidos internamente. Por outro lado, também serão vendidos crocodilos no exterior, sobretudo nos mercados sul-africano e europeu.

Por conseguinte, o governante mostra-se satisfeito com este processo, considerando que nos últimos tempos o ataque de crocodilos a vidas humanas está a reduzir. Exemplificou que, em 2007, foram registados naquele distrito um total de 11 óbitos para, no ano seguinte, se atingir meia dezena e ao longo do último semestre foi reportada apenas uma morte.
“Por isso mesmo, a recolha de ovos de crocodilos em apenas um ano está já a trazer um impacto muito positivo na comunidade de Chemba”, avaliou a nossa fonte.

Desde a eclosão do último conflito armado no país, o grande Zambeze nunca se tinha beneficiado do processo de recolha de ovos deste réptil, havendo neste momento uma super reprodução. Contudo, o Governo afirma-se ciente para não exterminação desta espécie.
“O trabalho está sendo realizado para manter a espécie. Temos turistas que escalam esta região, especialmente para observar crocodilos e, por isso, não podemos eliminar todos”- anotou o governante.

O Zambeze banha uma extensão total de 90 quilómetros ao distrito de Chemba, sendo que as áreas propensas ao conflito Home-animal estão devidamente assinaladas como forma de alertar a comunidade de um iminente ataque de anfíbios e paquidermes.

Cada crocodilo pode reproduzir entre 250 e 500 ovos por ano. Sua carne constitui prato principal da população ribeirinha do grande Zambeze, facto que se caracteriza por imensa disputa durante a distribuição, por se considerar bastante saborosa e nutritiva.

Para além de crocodilos, o distrito de Chemba está ainda a braços com a presença de grandes manadas de hipopótamos e elefantes. Deste modo, a região foi autorizada este ano pelos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia a abater um elefante problemático, o que já aconteceu. Quanto ao hipopótamo, a comunidade recorre ao afugentamento com recurso ao batimento de latas, batuques e ao cheiro de piripiri. Com vista a reduzir a disputa de água para consumo entre as populações humana e animal, as autoridades administrativas de Chemba projectam ainda este ano a abertura de 40 fontanários nos postos administrativos da vila-sede, Mulima e Chiramba.

Os elefantes e hipopótamos chegam mesmo a destruir, em Chemba, as palhotas e celeiros dos camponeses, para além de arrasar culturas alimentares, mormente no posto administrativo de Chiramba.

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Crime ambiental em “Zona Protegida” Em vez de chineses propala-se que o take-away é de espanhóis


O fenómeno do “take-away” de madeiras não se restringe a Moçambique. Os contornos do crime ambiental que decorre na província moçambicana da Zambézia e que foi denunciado por ambientalistas em relatório da autoria de Catherine Mackenzie, envolvendo empresas madeireiras chinesas, repetem-se numa outra parte do mundo, com a agravante deste novo crime ocorrer em “zona protegida” da velha Europa. Estamos a falar de Portugal, o famoso país à beira-mar plantado, mas muito maltratado.
Em vez de chineses, propalam os autores do crime estarem ligados a espanhóis os donos do “take-away” a funcionar na costa portuguesa. Mas tal como o “take-away” chinês da Zambézia, há conivências de pessoas influentes da terra e as autoridades também fecham os olhos perante o calamitoso desastre ambiental. Mais grave ainda, o poder central, perante a tolerância do poder local e das autoridades do ambiente e das florestas, escusa-se a intervir num interminável “passar de bola”.
A máxima de Harry Truman de que “a bola pára aqui”, tarda em ser posta em prática em terras lusas onde tudo é possível, desde a impunidade e o abuso de poder à destruição de serras e montanhas que passam a pedreiras em zona turística por excelência, como é o conhecido caso da Serra de Monchique no barlavento algarvio, sede das afamadas termas com o mesmo nome que desde há um bom par de anos passaram a coabitar com camiões e bulldozers num vaivém incessante para o transporte de cascalho, brita e também granito.

O Crime
No passado dia 3 de Agosto, camiões gigantes para transporte de longo curso de 30 toneladas chegaram à pacata localidade algarvia conhecida por Vale da Telha, inserida num extenso Parque Natural com paisagem (des) protegida intitulado Costa Vicentina.
Feito o levantamento das árvores existentes, deu-se início ao abate dos eucaliptos começando por invadir uma propriedade privada com o seu dono ausente, serrando a eito muitas centenas de árvores de médio porte e cerca de meia centena consideradas ornamentais com diâmetros superiores a 50 cms.
Nessa propriedade saqueada o crime rendeu cerca de 22 camiões longos, carregados com toros cortados com 2.30m de comprimento. Como que a justificar a indiferença que manifestam por mais este crime ambiental, as autoridades portuguesas esgrimem o argumento de que o eucalipto é uma “espécie indesejável” ao ponto de classificarem-na como árvore sem qualquer protecção no Parque Natural da Paisagem Protegida da Costa Vicentina.
Contrariando estudos de cientistas, essas autoridades olham o eucalipto como uma “árvore que destrói tudo”. O eucalipto é uma árvore considerada especial. Conhecem-se seiscentas espécies e continua-se a identificar novas que aparecem.
Muitas delas nascem espontaneamente, desenvolvem-se e multiplicam-se em solos muito pobres carentes de nutrientes, nomeadamente nitrogénio e fosfatos e naqueles considerados impróprios para qualquer tipo de agricultura apenas necessitando para se fixarem exíguos cursos de água próxima, mesmo que sejam sazonais, em lugares que nada se cultiva, como é o caso do saque perpetrado no Vale da Telha, que além de inserido num Parque Natural é simultaneamente a maior urbanização da Europa com 550 hectares de superfície.
Para além de fins ornamentais, o eucalipto do Vale da Telha torna o local aprazível, especialmente na época quente do Verão. Defendem os especialistas nesta matéria que não se deve confundir os eucaliptos especialmente plantados massivamente para a indústria da celulose ou produção de lenha que pelo seu elevado número num espaço restrito absorve a quase totalidade da humidade existente nessa área, com aquelas que por obra do acaso da natureza ou propositadamente para uma determinada finalidade, nascem ao longo de cursos de água mesmo exíguos e sazonais ou aqueles que a mão do homem faz nascer e crescer aqui e ali de modo a tornarem-se imponentes e frondosas árvores para eficazes e únicas cortinas contra o vento, para protecção de culturas e habitações, além de poeiras atmosféricas, idem drenar pântanos e em muitos casos controlar as zonas húmidas de proliferação de mosquitos, suster arribas e dunas de areia e conter a fúria do mar etc.

Canal de Mocambique

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Magistrados capacitados sobre direitos humanos


JUÍZES e procuradores de nove zonas administrativas das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, concluíram este fim-de-semana um curso de formação em matérias ligadas aos direitos humanos, ética e deontologia profissional que vinha decorrendo na cidade da Matola.
O curso, que visava reciclar e reforçar os conhecimentos dos participantes e dotá-los de ferramentas necessárias para actuarem como formadores, foi assistido pelos magistrados dos distritos de Marracuene, Manhiça e Magude (Maputo), Xai-Xai, Guijá e Manjacaze (Gaza), Inhassoro e Govuro (Inhambane). A formação decorreu no quadro do projecto “Mais Justiça, Mais Cidadania” desenvolvido pelo Instituto Marquês de Valle Flor, em parceria com a Associação Moçambicana de Juízes e a Associação Moçambicana das Mulheres de Carreira Jurídica.

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Dispara busca de terrenos para habitação na capital com o reinício das atribuições gera “boom” de pedidos:


O número dos pedidos de concessão do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) para diversos fins, destacando-se a habitação, na cidade de Maputo, disparou desde o reinício da atribuição dos terrenos em meados do ano passado. Até à altura havia cerca de duas mil requisições pendentes, mas agora existem quase 20 mil solicitações de talhões.
A atribuição dos terrenos fora interrompida em 2004, no início do mandato do antigo Presidente do Conselho Municipal da capital, Eneas Comiche, basicamente devido à inexistência de planos de urbanização, dispositivo fundamental para a devida concessão de espaços. O processo foi retomado entre Abril e Maio, altura em que se aprovou a urbanização da zona de Mapulene-Chihango, no Bairro da Costa do Sol.

De acordo com Zacarias Nhantumbo, director municipal de Planeamento Urbano e Ambiente, os cerca de 2500 terrenos parcelados naquela zona já foram atribuídos aos cidadãos cujos pedidos estavam pendentes desde 2004, restando apenas uma porção muito ínfima.
Falando há dias em entrevista ao “Notícias”, Zacarias Nhantumbo sublinhou que os terrenos parcelados em Mapulene-Chihango estavam em número suficiente para responder cabalmente aos pedidos submetidos até ao reinício da atribuição.

“Entretanto, parece-nos que os munícipes ganharam muito interesse pela terra nos últimos tempos, razão pela qual de 2004 até quando reiniciamos a atribuição dos terrenos tínhamos só dois mil pedidos, mas em apenas um ano já recebemos mais de 18 mil solicitações”, disse.
Face ao cenário, o município aprovou, ainda no ano passado, outro plano de urbanização de quatro bairros do Distrito Municipal da Catembe, do outro lado da Baía de Maputo, onde existem dez mil terrenos parcelados.

O director municipal de Planeamento Urbano e Ambiente disse que para a Catembe achou-se melhor privilegiar as regularizações, trabalho que passa por conferir os direitos de uso e aproveitamento de terra aos cidadãos que já estavam instalados dentro das parcelas e posteriormente fazer-se as atribuições. Até ao momento já foram regularizados terrenos de famílias e atribuídos direitos de uso a 650 futuros residentes.

Dada a demanda de terrenos que actualmente se regista na capital do país, decorre neste momento a elaboração de novos planos de urbanização em vários pontos da cidade de Maputo, embora, seja cada vez mais difícil encontrar zonas livres deste lado da urbe, aparecendo a Catembe como a parte ainda capaz de acolher novas fixações, segundo a nossa fonte.
Paralelamente às atribuições, o município tem vindo a fazer a triagem dos pedidos, no sentido de evitar que a um mesmo cidadão sejam concedidos vários terrenos com o mesmo fim.

O nosso interlocutor salientou, por outro lado, que alguns cidadãos cujos pedidos estavam pendentes há anos renunciaram à intenção de ter terrenos, tendo informado a edilidade de que já não precisam dos espaços que haviam requerido, contudo não indicou números. Há também casos de cidadãos que ainda não foram levantar as suas guias de concessão dos terrenos, correndo o risco de os talhões que seriam para eles serem atribuídos a outros.

José Chissano


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Chokwe quer aumentar produção do arroz


A região do Chókwè, na província de Gaza, Sul de Moçambique, pretende aumentar de cerca de 22 mil toneladas para 35 mil toneladas de arroz na época agrícola 2009-2010, mas agricultores dizem que os elevados custos de produção podem tornar irrealizável este objectivo, inserido na estratégia governamental para eliminar o défice deste cereal até 2011.

António Mutombeni, agricultor no regadio do Chókwè, região que já teve estatuto de celeiro da nação, disse à AIM que os custos de produção “são elevadíssimos, e algo tem que mudar se quisermos que os níveis de produção aumentem e o arroz seja um negócio rentável”. Há cerca de uma semana, pequenos, médios e grandes produtores de arroz no regadio do Chókwè, iniciaram a operação de lavoura de uma área de cerca de sete mil hectares para a produção deste cereal. Mas para Mutombeni, “ainda não há uma clara indicação de que esta campanha será menos problemática que a anterior”.

Por seu turno, Agostinho Zibia, afirmou que “há promessas de mais autocombinadas e de maiores facilidades na aquisição de semente, bem como no acesso a créditos para a actividade produtiva. Não sei se estas promessas serão cumpridas porque muito do que nos tem sido prometido não é cumprido”. Zibia referiu-se ao antigo Grupo Consultivo do Programa de Arroz, formado no tempo de Hélder Muteia que cessou funções de Ministro da Agricultura em 2004.
O grande objectivo da criação deste grupo era fazer do arroz um negócio atractivo, tanto para os produtores como para os que intervêm na comercialização, no processamento e na venda de produtos. De acordo com aquele agricultor, para isso era necessário que em cada um desses níveis houvesse intervenções adequadas, e essas mesmas intervenções tinham que ser feitas com base na realidade do país e no que se passa no mundo em que Moçambique está inserido, “mas fracassou tudo”. O que se pretendia era tirar partido do enorme potencial do país.

Moçambique tem pelo menos um milhão de hectares de solos hidrológicos, nos quais só pode ser feita a cultura do arroz. Se se conseguisse cultivar toda esta área e se obter um rendimento de três a cinco toneladas por hectare, podia-se, talvez, chegar às três ou cinco milhões de toneladas de arroz por campanha.

Segundo estatísticas oficiais, neste momento, Moçambique importa cerca de 315 mil toneladas de arroz por ano. A região onde o país está inserido (África Austral) importa mais de 800 mil toneladas de arroz todos os anos. Além disso, Moçambique e a Tanzânia (e um pouco Madagáscar) são os únicos países da região que têm a possibilidade de produzir arroz, mas digase em abono da verdade que Moçambique tem vantagem em relação à Tanzânia, pois fica muito mais perto do maior mercado e do maior importador de arroz, que é a África do Sul. Mas Moçambique tem também fronteira com o Zimbabwe, com o Malawi, com a Zâmbia e com a Swazilândia, países que são importadores de arroz.

“Então, nos queríamos tirar partido disso. Mas tudo não passou de intenções e nunca mais se ouviu falar do grupo, após a entrada em funções do actual Governo, em 2005”. O que se pretendia era que esse grupo consultivo, representando todos os intervenientes nesta cadeia, desde importadores, passando pelos beneficiários e empresas que prestam serviço, até às associações dos agricultores, se criassem condições para que a produção de arroz em Moçambique atingisse as 500 mil toneladas, num período de três anos.

Entretanto, a área de cerca de sete mil hectares em preparação no chamado perímetro irrigado do Chókwè para a produção de arroz na campanha 2009-2010, representa um incremento em relação à época anterior, em que foram lavrados seis mil hectares, tendo sido produzidas pouco mais de 22 mil toneladas.

“Nós podemos fazer muito mais que 35 mil toneladas neste regadio, o que queremos é que nos garantam condições de trabalho, e não queremos nada grátis”, frisou Agostinho Zibia, para quem, “nas actuais condições, é extremamente difícil produzir arroz no Chókwè, mas mesmo assim produzimos muito arroz na campanha finda”.

O Governo, na voz do actual Ministro da Agricultura, Soares Nhaca, rejeita alegações de que se perdeu muito arroz no Chókwè, este ano, por causa do reduzido número de auto-combinadas para a ceifa, afirmando que o que houve foi um atraso, porque era pouca maquinaria para tanto arroz.

Presentemente, o Executivo diz estar empenhado em esforços no sentido de evitar que se repitam na próxima campanha os problemas verificados nesta última, devendo providenciar insumos agrícolas e importar, em tempo útil, tractores e novas auto-combinadas, “acreditamos na campanha 2009-2010 teremos menos problemas”. Apesar disso, recomenda-se que a sementeira do arroz, particularmente no regadio do Chókwè seja feita de forma faseada, para facilitar a ceifa, porque as auto-combinadas podem não ser suficientes para abranger todas as explorações agrícolas em simultâneo, ao mesmo tempo que se deve investir para o aumento da produtividade que ainda é muito baixa.

Garantias de uma boa campanha foram dadas também pelo administrador distrital do Chókwè, Agostinho Faquir, afirmando que “tudo indica que não vamos ter problemas nesta campanha, porque aprendemos muito da última campanha e não gostaríamos que a situação voltasse a acontecer”.

“Estamos a trabalhar para termos auto-combinadas e tractores a tempo, para que as pessoas possam explorar as áreas programadas. Na campanha passada podíamos ter feito muito mais de seis mil hectares porque havia um grande entusiasmo no seio dos produtores, mas tivemos muitos problemas com a maquinaria”, reconheceu Agostinho Faquir.

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Ilha de Moçambique: Do património da humanidade aos GLOMUS 2009


A Ilha de Moçambique, a nossa capital histórica que representa um mosaico cultural de diversas nações do mundo, não é por acaso que foi declarado património mundial da humanidade pela UNESCO, recebeu no período compreendido entre os dias 10 a 15 de Agosto corrente, perto de quatro dezenas de músicos, académicos e outros “experts” de nível internacional e que participaram naquilo que apelidaram de primeiro encontro de Rede de Musical Global, num projecto que teve a “costela” da Academia Real de Música de Aarhus, da Dinamarca e da sua congénere de Música Sibelius da Finlândia, em parceria com a nossa universidade “mor” a Eduardo Mondlane.

Nesse encontro que teve igualmente apoios dos governos nórdicos da Dinamarca e Finlândia, a rede GLOMUS, assim como é designada este tipo de evento que teve o lema de “Encontros multiculturais entre estudantes e professores dos países africanos, nórdicos e do médio oriente”, estiveram representados músicos do nosso país que foi o primeiro anfitrião da iniciativa, num total de cinco elementos. Da Finlândia se fizeram presentes na Ilha de Moçambique, sete, igual número da Dinamarca, Suíça e Noruega, um cada, Gana, Síria, África do Sul e Mali com dois instrumentistas e musico cada.

Segundo apurou a nossa reportagem na Ilha de Moçambique, junto dos organizadores, a iniciativa tinha por objectivo combinar algumas actividades musicais nalgumas instituições de ensino superior nórdicas e outras parceiras de África, tais como a UEM de Moçambique, Universidade de Cape Coast do Gana, Cape Town da África do Sul, Conservatoire des Arts et Métiers Multimédia de Bamako, no Mali, da Tanzânia a Universidade de Tumaini, Makumira College, enquanto que do médio oriente se fizeram representar o Instituto Superior de Damasco, da Síria e Edward Said Conservatória Nacional de Música, da Palestina.
Este projecto que ocorre pela primeira vez a nível planetário envolvendo este naipe de instituições e profissionais de música, particularmente folclórica destas nações, tem com ênfase a chamada musica global e que se pretende fazer um intercâmbio envolvendo professores e estudantes das instituições superiores de música contemporânea e folclórica, dos respectivos países.
Gimo Mendes, músico moçambicano radicado há sensivelmente duas décadas na Dinamarca e um dos grandes impulsionadores da iniciativa explicou a nossa reportagem que com este intercâmbio entre estudantes e docentes de diversas universidades poderá facilitar a criação de outros projectos comuns na área de educação musical, tendo como realce a chamada musica global, ou melhor, música de diferentes culturas tocada juntamente entre os participantes presente na Ilha de Moçambique.

É assim que os participantes no evento, para além da troca de experiências entre si, ensaiaram conjuntamente vários números musicais dos países que se fizeram representar neste encontro que culminou com a apresentação de um espectáculo realizado na passada sexta-feira, num dos largos daquele território insular que foi a primeira capital do país.

John Kuubeterzie, professor da universidade de Cape Coast, começou por manifestar a sua gratidão por seu um dos primeiros convidados a nível internacional a participar num evento que, considerou de tamanha importância para o fortalecimento dos laços de amizade e troca de experiências entre músicos e académicos de diversas nacionalidades e de outras escolas que englobam a África, Ásia, Europa e Médio Oriente.

“O simples facto de estarmos aqui, facilita-nos fazer amigos, trocar conhecimentos e fora disso criarmos um rede das instituições de ensino superior no ensino da música que tenha continuidade nos anos subsequentes o que irá permitir aos participantes que tomam parte neste tipo de eventos apliquem as suas sabedorias em diversas áreas de especialidades.

Acima de tudo foi uma experiência muito boa e excitante que passou também pela boa hospitalidade que tivemos com os residentes da Ilha de Moçambique. O nosso grupo era composto de pessoas afáveis, simpáticas e abertas do ponto de vista profissional que facilitou o sucesso deste seminário”, observou John Kuubeterzie.

Para Eduardo Lichuge, representante da escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, o encontro representou para a sua instituição, em especial para a faculdade de música, um passo extremamente importante numa altura em que inicia um processo que culminou com a adesão da ECA, a este programa que envolve instituições académicas na área musical, consubstanciando, consolidar e abrindo muitas oportunidades para a melhoria curricular dos cursos que são ministrados.
“Dão-nos igualmente a oportunidade de entrar em contacto directo com outros programas de ensino da música que são leccionados fora de Moçambique. A nossa expectativa é enorme que para além da troca natural de experiências, também ensinamos como compusemos as nossas músicas tradicionais e popular que pensamos ser mais uma valia para os nossos colegas de outros continentes e países”.
TIMBILA DO MESTRE DURÃO PRESENTE...
Neste primeiro encontro multicultural de nível internacional, esteve presente uma figura incontornável da nossa música tradicional e que já “saltou” fronteiras de diversos países e que como muitos participantes o fizeram durante o convívio entre eles, não era possível sair da Ilha de Moçambique e não ir a fala com o conceituado mestre de Timbila e chefe da orquestra da Companhia Nacional de Canto e Dança do nosso país, ou seja, Eduardo Durão, que durante aqueles dias foi um autêntico professor daquele instrumento musical, actualmente declarado património mundial, pela UNESCO.

“Este encontro vai ajudar os músicos moçambicanos a reflectirem sobre a importância que devem dar aos ritmos e cânticos tradicionais. Individualmente já participei em diversos colóquios, workshops e vários encontros sobre música, mas este ultrapassou as minhas expectativas, pelos simples facto de ter envolvido personalidades, académicos e profissionais que lidam com a música em diversas vertentes, onde os instrumentos tradicionais dos vários países trazem a diferença”, disse o mestre Eduardo Durão.

Falando particularmente do instrumento de que é um exímio executante, Eduardo Durão, disse não encontrou dificuldades em fazer misturas com outros instrumentos convencionais, os chamados da nova era ou ocidental, porque a sua flexibilidade na afinação da Timbila, ajudou os seus colegas a atinar com a mesma consonância rítmica.

“A experiência que colhi aqui, com este grupo maravilhoso de músicos, vou transmitir aos alunos da minha banda familiar e a minha carreira ficou mais enriquecida”.
NOSSO PAÍS DEVE DAR UM GRANDE SALTO COM ESTE ENCONTRO - defende Gimo Mendes

“Com este encontro o nosso país tem imensas possibilidades que dependendo das propostas e contribuições que os nossos músicos apresentarem, de darmos um grande salto no que diz respeito a forma e caracter de abordar a música no seu sentido clássico e moderno, mesmo que esta tenha mistura com a chamada folclórica ou tradicional. Apesar de não termos um instituto superior de música em Moçambique, a sabedoria dos que aqui se fizeram presentes foi suficiente para demonstrar os outros países que temos potencial humano”, começou por dizer Gimo Mendes.

Para este músico nacional radicado na Dinamarca e onde exerce a profissão de docente de música, o encontro permite entre os participantes juntar ideias que são discutidas num ambiente que ultrapassa a universalidade de cada um, numa simbiose proporcionalmente intacta.

“Assistimos aqui o soar daqueles ritmos típicos sul africanos, o ecoar da nossa Timbila, os cânticos tradicionais do Mali, da Tanzânia e do Gana estão a transformar este convívio numa escola multicultural sem fronteiras, aos quais quando se misturam com os toques musicais dos países escandinavos e do oriente médio, sobressaí uma autêntica maravilha aos ouvidos de qualquer um”, disse Gimo.

Para este músico moçambicano que esteve a frente da organização deste encontro, todo material audiovisual, fotográfico produzido será produto de um relatório a ser apresentado as instituições patrocinadoras que numa avaliação preliminar, mostraram-se sensibilizados pelos resultados conseguidos pela realização deste evento.

“É bem possível que com os resultados observados pelos parceiros de cooperação, haja futuramente mais abertura para apoios desta envergadura e, pensamos que se tudo correr bem o próximo local será a África do Sul”, rematou o nosso entrevistado.

O ENCONTRO PODE GLOBALIZAR A MÚSICA...
Astrid Elbek, vice reitora da conservatória de música numa das universidades da Dinamarca e que esteve presente no cinco dias que decorreu o primeiro encontro de música internacional, disse que acima da troca de experiências entre os músicos, valeu sim pelo espírito de camaradagem e entrega dos participantes que mostraram a sua vontade em fazer deste tipo de eventos, momentos de reflexão e aprendizagem de culturas de outras nações.

“Senti aqui na Ilha, onde estamos reunidas cerca de quarenta pessoas de diversas nacionalidades que a música não tem barreiras e que mesmo a língua e instrumentos apresentados pelos diversos países nunca foi entrave para alcançarmos os nossos objectivos”.

Para esta académica dinamarquesa de música contemporânea, foi também uma oportunidade que se criou para se avançar numa fundação duma rede de contactos entre músicos dos três continentes que ali se fizeram representados nomeadamente África, Europa e Médio Oriente que, entre a Tômbola moçambicana, fundiram os sons rítmicos do Olimpo, flauta da síria Udu da arábia, ambira do gana entre outros.

Não foi por acaso que a Ilha de Moçambique foi a primeira escolha para acolher este evento internacional e Astrid Elbek, explica as motivações dos governos do seu país e da Finlândia preferiram a primeira capital de Moçambique.
“A escolha da Ilha de Moçambique para acolher este encontro justifica pelo facto deste local ter acolhido por vários milénios um cruzamento e diversidade de culturas e de nações e é um lugar fantástico, calmo e com um ambiente que permite uma reflexão sem pressões”.

APRENDIZAGEM É UM PROCESSO CONTÍNUO...
Alias, foi afirmação unânime dos participantes que elogiaram a iniciativa, tal como foi Mussa Diallo do Mali que passou muitas vicissitudes para chegar a músico profissional que hoje é e que lhe permitiu ter já na sua trajectória sete álbuns gravados, na Dinamarca e que já actuou ao lado de músicos internacionalmente reconhecidos, tais como os Sneekers, da compositora Ana Linet, entre outros.

“Penso que o que posso reter neste encontro é aprendizagem que sempre temos que ter em conta que se trata de um processo de aprendizagem contínuo, independentemente do sucesso que tenhamos atingido. Por exemplo, o que aprendi aqui vou puder transmitir a um grupo de moçambicanos que posteriormente irão a Dinamarca em Outubro próximo”, disse Mussa.

Este músico, nasceu no Mali, fruto da relação de seus pai maliano e sua mãe dinamarquesa, um enlace que culminou quando Mussa Diallo tinha apenas dez anos, tendo depois passado por momentos difíceis, em consequência da separação dos seus progenitores. Diz que, porque havia decidido seguir a carreira de músico abandonou o seu pai no Mali que se opunha as pretensões do filho, tendo passado pela Libéria com os olhos postos para os Estados Unidos da América, um sonho que ele admite ter sido difícil de concretizar.

“Fomos durante estes dias, pessoas amigas e muito conchegadas e houve abertura total dos intervenientes em procurar dar e receber aquilo que sabiam e que pretendiam conhecer, foi muito salutar, vamos esperar para ver o próximo “GLOMUS 2010” na África do Sul, se tudo se concretizar”, rematou Mussa Diallo que fixou residência aos 18 anos na Dinamarca.

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FACIM abre hoje


Abre esta segunda-feira a quadragésima quinta edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM-2009, com 185 empresas nacionais, mais cinquenta do que no ano passado.
Angola, Macau, Maurícias, Vietname, Quénia e Indonésia são alguns dos países, num total de 14, que confirmaram as suas presenças.

A Sociedade Gestora de Eventos e Feiras, SOGEX, revela que a procura de stands este ano superou as expectativas.Empresas nacionais e estrangeiras tentam a todo o custo mostrar o seu melhor na produção de bens e serviços.

A China quer se instalar no mercado moçambicano no negócio de camiões basculantes.
O director Comercial da SOGEX, Juvenal Mabote, considera que a grande afluência de expositores resulta do bom ambiente político e económico que prevalece no país.

TVM

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Anibalzinho está seguro no Comando da Cidade – garante a polícia


O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) garante que Aníbal dos Santos Júnior (“Anibalzinho”), recapturado no dia 21 deste mês na vizinha África do Sul, está seguro nas celas do Comando da Cidade de Maputo.

Esta posição foi defendida esta quarta-feira, em Maputo, pelo Porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, numa conferência de imprensa convocada para explicar as circunstâncias da recaptura de Anibalzinho. Segundo Cossa, no Comando foram criadas todas as condições para que Anibalzinho não volte a fugir das celas como aconteceu há 7 de Dezembro de 2008.

“A possibilidade de uma nova fuga está fora de hipótese. Foram redobradas as medidas de segurança desde lá (7 de Dezembro) até cá. Tudo está a ser feito para que não volte a acontecer. Foram adicionadas medidas de segurança, que não posso revelar”, referiu. Anibalzinho, que entrou ao país vindo da África do Sul por volta das 17 horas foi reconduzido ao Comando da PRM da Cidade de Maputo, onde vai permanecer até que o Governo, através dos Ministros da Justiça e do Interior, decida onde ele será encarcerado.

No Comando da Cidade, Anibalzinho foi juntar-se ao seu parceiro de evasão, Samuel Januário Nhare (Samito), recapturado em Janeiro último, no distrito de Caia, na província central de Sofala. De referir que, em ocasiões diferentes, Anibalzinho e Samito revelaram a imprensa que não fugiram das celas do Comando e que foram soltos por ordens do antigo Comandante Geral da PRM, Custódio Pinto. Entretanto, a Polícia diz que “a confissão não acompanhada de prova não vale para o Juiz...Há instrução que está a correr...” portanto “o que ele (Anibalzinho) disse é uma falácia”.

Antes da sua evasão das celas do Comando da PRM, Anibalzinho escapou por duas vezes da cadeia de máxima segurança (B.O), localizada na Machava, província de Maputo. Aliás, é para a BO onde Anibalzinho poderá ser reconduzido, caso se concretizem as declarações feitas, a Imprensa, pela Ministra da Justiça, Benvida Levy, na última segunda-feira.

“Nós já tínhamos referido noutra ocasião que a BO é para onde vão os criminosos perigosos. Quando o Anibalzinho for recapturado é para lá que ele vai”, declarou a Ministra. Anibalzinho cumpria uma pena de cerca de 30 anos de prisão maior pelo seu envolvimento na morte brutal do proeminente jornalista investigativo moçambicano, Carlos Cardoso, em Novembro de 2000.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Recursos naturais atraem americanos


O gás natural, carvão mineral, titânio e grafite constam de uma vasta lista de recursos naturais cuja exploração representa uma excelente oportunidade de negócios em Moçambique. Segundo o Presidente da República, Armando Guebuza, Moçambique tem a vantagem de estar inserido no mercado regional da SADC, com cerca de 250 milhões de habitantes, pelo que os produtos manufacturados têm acesso preferencial nesta praça.

Falando ontem durante uma conferência de comércio e investimento em Moçambique, no quadro de uma missão empresarial dos Estados Unidos da América (EUA), o Chefe do Estado referiu-se ao potencial para agro-processamento, biocombustíveis, exploração florestal e energia eléctrica, sobretudo porque a região da África Austral está a braços com défice de electricidade.

Armando Guebuza relacionou as oportunidades de exploração de recursos naturais com a estratégica localização geográfica de Moçambique, nomeadamente ao logo da costa do Oceano Índico, o que lhe confere um estatuto de ponto de entrada e de saída de mercadorias de e para os países do interior (Zâmbia, Zimbabwe e Malawi).

“A nossa longa costa potencia a exploração de cabotagem e no interior abrem-se oportunidades em áreas como a de construção de infra-estruturas, sendo exemplos indicativos as vias de acesso e a geração e transporte de energia”, referiu Armando Guebuza, acrescentando que nesta vertente existem, em Moçambique, exemplos de sucesso de parceria público-privado.

No quadro da facilitação de negócios, o Chefe do Estado tranquilizou os homens de negócios dos Estados Unidos, referindo-se a vários instrumentos aprovados visando a melhoria do ambiente, destacando a introdução de políticas e incentivos para o desenvolvimento da indústria têxtil e de confecções e benefícios fiscais mais competitivos para as zonas francas industriais e para as zonas económicas especiais.

Enquanto isso, o Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, Todd Chapman, recordou que o seu país é dos principais parceiros bilaterais de Moçambique e manifestou o desejo de o ser também a nível empresarial.

As exportações dos Estados Unidos da América para Moçambique registaram, o ano passado, um incremento de cerca de 86 por cento ao situar-se nos 216 milhões de dólares. Do nosso país os EUA importam menos de 20 milhões anuais, daí que a conferência seja vista como sendo uma alternativa para minimizar o desequilíbrio da balança comercial.
Todd Chapman apontou quatro importantes áreas que podem representar uma oportunidade de negócios para os empresários norte-americanos, designadamente agricultura, recursos naturais, energia e turismo.

“Somos neste momento um dos principais parceiros de Moçambique e queremos o ser também a nível empresarial. A filosofia do nosso governo é criar condições para que os empresários realizem os seus negócios, estabelecendo parcerias com a contraparte moçambicana”, referiu o diplomata, indicando que a nível governamental, os EUA deverão canalizar para Moçambique dois biliões de dólares nos próximos cinco anos, para apoiar projectos em várias áreas.

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ONU reitera apoio para que Moçambique continue a ser "exemplo de estabilidade"

O representante da ONU em Moçambique, Ndolamb Ngokwe, manifestou esta quinta-feira em Maputo a disponibilidade da organização em manter o apoio ao país, para continuar a ser “um exemplo de estabilidade em África”, após vários anos de conflito armado.

Ndolamb Ngokwe reiterou o empenho das Nações Unidas na cooperação com Moçambique, quando falava em Maputo na discussão das recomendações da Cimeira da União Africana (UA), realizada este mês em Sirte, Líbia, no âmbito do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP, na sigla em inglês), no qual Moçambique foi avaliado.

O MARP, que entrou em vigor em 2003, é um instrumento a que os países membros da UA se submetem voluntariamente, para serem avaliados em domínios como a boa governação, estabilidade política e social, democracia e desenvolvimento económico.
A avaliação deu nota positiva a Moçambique nos aspectos da estabilidade política, desenvolvimento económico e participação pública no exercício da democracia, mas apontou fragilidades em vertentes como a corrupção, HIV/SIDA e gestão da terra.

Ao debruçar-se sobre os resultados da avaliação, o representante da ONU elogiou o facto de Moçambique ter-se submetido voluntariamente ao escrutínio da UA em matérias tão sensíveis como os da boa governação, transparência e corrupção.

“Ainda é raro em África os governos terem a abertura de ouvir dos outros o que pensam de si. A disponibilidade de Moçambique em aceitar a avaliação é positiva e deve ser encorajada”, disse Ndolamb Ngokwe.
Nessa perspectiva, “é importante que Moçambique continue a receber o estímulo de todos, incluindo da ONU, para se manter como um exemplo de estabilidade política após longo conflito”, acrescentou o representante da ONU em Moçambique.

Relativamente aos pontos fracos registados por Moçambique no quadro do MARP, Ndolamb Ngokwe afirmou acreditar na capacidade do país, em parceria com a comunidade internacional, de superar as fragilidades.

“A ONU sente-se honrada por ser parte do esforço de ajuda a Moçambique, para que o país ultrapasse os seus desafios mais urgentes”, enfatizou Ndolamb Ngokwe.
Por seu turno, o ministro para a Planificação e Desenvolvimento moçambicano, Aiúba Cuereneia, disse no encontro que o país está empenhado na luta contra os constrangimentos apontados na avaliação.
Fonte: O Pais

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Moçambique é exemplo na prevenção de desastres


- reconhece Federação Internacional da Cruz Vermelha no seu relatório anual sobre calamidades naturais lançado ontem em Maputo
MOÇAMBIQUE é um dos exemplos bem sucedidos de prevenção de calamidades naturais baseada nas comunidades, segundo reconhecimento expresso no relatório mundial sobre desastres - 2009, lançada ontem em Maputo.

O documento, uma publicação anual da Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV), releva que a progressiva redução de mortes e danos materiais em consequência dos desastres naturais no país é consequência directa do estabelecimento e melhoramento sistemático dos sistemas de prevenção e de resposta rápida ao nível das comunidades.

Nos últimos anos, segundo o relatório, Moçambique alcançou notáveis progressos em matérias de sistemas de aviso prévio, associados à rápida reacção face a eventos naturais extremos, sendo que depois dos relatos dramáticos ligados ao impacto das cheias e inundações de 2000, em 2007/2008, biénio igualmente marcado também pela ocorrência de ciclones e secas, registou-se uma redução considerável dos impactos negativos sobre as comunidades, devido à concentração que se teve na componente prevenção e mitigação.

Com efeito, de acordo com o documento, em 2008, no país, foram reportadas 58 mortes de um total de 723 mil afectados por desastres naturais, havendo a indicação da morte, entre 1999 e 2008, de um total de 1576 pessoas de um universo de 11.340.592 afectados. Na sua referência a 2008, a FICV releva o facto de o ano passado ter sido marcado pela ocorrência de vários eventos extremos, nomeadamente cheias, inundações no centro do país, e ciclones no centro e sul.

Intervindo no lançamento do relatório, num acto inserido nas comemorações dos 28 anos da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), o presidente daquela instituição humanitária, Marcelino Alexandre, explicou que a sua organização tem se envolvido nas comunidades em actividades de prevenção e resposta a desastres, HIV/SIDA, Saúde, abastecimento de água e saneamento do meio, acções que segundo ele aliviam os efeitos dos problemas sociais dos grupos mais vulneráveis e minimiza o seu sofrimento.

“Com a nossa acção, temos a certeza de que o nosso mundo vai melhorar...”, disse o presidente da CVM que, segundo dados apurados pela nossa Reportagem na ocasião, possui uma rede composta por mais de cinco mil voluntários em todo o país.
Ainda ontem foram lançados o relatório nacional de desastres da Cruz Vermelha de Moçambique - 2008, no qual se reportam as acções daquela instituição em resposta ao impacto das cheias, do ciclone Jókwè e da violência xenófoba perpetrada contra moçambicanos radicados na vizinha África do Sul, tendo sido assistidas mais de oito mil famílias.

Ainda ontem foi lançada a Iniciativa de Desenvolvimento da Bacia do Zambeze, destinada a reduzir o impacto dos desastres e outros desafios que se colocam às comunidades que vivem ao longo da bacia do rio Zambeze, com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida, gestão sustentável e integrada das calamidades e desenvolvimento de programas na área da Saúde e cuidados médicos.

Actualmente a CVM presta assistência multiforme a mais de 600 mil pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade naquela região do centro do país, havendo programas de intervenção aprovados para os próximos três anos.

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II Jogos da Lusofonia: mais uma medalha para Moçambique

Judoca conquista prata e básquete feminino estreia-se com derrota


Moçambique conseguiu alcançar a sua segunda medalha nestes segun­dos Jogos da Lusofonia que de­correm em Lisboa. Desta feita a medalha é de prata e a “proeza” foi alcançada pelo judoca Bruno Luzia, na categoria de menos 66 quilogramas.


Luzia iniciou a sua participação nas eliminatórias derrotando o cabo-verdiano Mário Camões, tendo sido apurado para o segun­do combate com o judoca india­no, Plaerkar Vinod, desfeiteando-o sem grandes dificuldades.

Na final Bruno Luzia defron­tou o português, Tiago Lopes e após um combate bem disputado acabou perdendo, mas ganhan­do a medalha de prata, superan­do a prestação desta modalidade na edição anterior da prova.

Ficou assim ordenado o po­dium desta categoria: 1º - Tiago Lopes (medalha de ouro), 2º - Bruno Luzia (medalha de pra­ta), 3º - Revete Luiz (Brasil) e Laurindo Fonseca (Angola), am­bos com a medalha de bronze.

Quem não teve melhor sorte na prova foi o judoca Edson Ma­deira que cometeu vários erros nos combates preliminares que acabaram por lhe serem fatais, pois não permitiram que fosse apurado para as etapas seguin­tes.

Básquete: Meninas de ouro estiveram mal

O basquetebol feminino fez a sua estreia nesta segunda edi­ção dos jogos de forma negativa, ao registar uma derrota (62-71) diante da selecção anfitriã, Por­tugal, no jogo que decorreu na tarde de ontem, no pavilhão do Hóquei Clube de Sintra. As pupilas de Nazir Salé partiram para este jogo com o favoritismo a pender para o seu lado, mas ao longo dos 40 minutos em que durou o encontro não justifica­ram esse favoritismo.

Até que a equipa de todos nós entrou bem para o primeiro pe­ríodo no qual conseguiu alcan­çar uma vantagem considerável, graças a uma boa penetração das bases e um bom jogo debaixo das tabelas por parte de Clarisse Machanguana, que permitiram que o placar ostentasse o resulta­do de 22-14, a nosso favor.

Na segundo período, as orien­tadas por Carlos Portugal reagi­ram bem e começaram a reduzir as desvantagens, destacando-se Carla Freitas e Bertilde Muxire (ambas terminaram o perído com seis pontos) enquanto Ma­changuana, que jogou 17 minu­tos e 54 segundos na primeira parte terminava este período com 12 pontos. 35-30 foi o re­sultado final da primeira parte, cinco pontos que abriam boas perspectivas para a equipa mo­çambicana.

Segunda parte sem reacção
No terceiro período graças a uma melhor organização ofensi­va, Portugal assumiu as despesas do jogo, melhorando a sua efici­ência no que diz respeito à con­cretização e ressaltos defensivos.
A defesa lusa melhorou sobre­maneira, ao ponto de Moçambi­que ficar inerte, a ver a distância pontual reduzir. Neste período a equipa de Nazir Salé, fez muitos “turnovers”, falhou lançamen­tos do exterior e no final dos 10 minutos só havia marcado 8 pontos, contra 21 da turma lusa que, naturalmente, passou a ter uma margem folgada no marca­dor, que então situava-se em oito pontos, ou seja 43-51.

Na etapa final, Nazir Salé man­dou as suas atletas defenderem homem-a-homem todo o campo e quando faltavam cinco minu­tos para o último apito, esta es­tratégia deu os seus frutos, pois foi a tempo de reduzir a diferen­ça para cinco pontos. Mas o de­sacerto na linha de lances livres e na defensiva onde as atletas moçambicanas não conseguiam controlar os contra-ataques con­trários, fez com que as portugue­sas readquirissem a tranquilida­de necessária para terminar o jogo em vantagem.

Foi assim que no final dos 40 minutos o marcador assinalava 62-71, diferença de nove pontos que espelham quão foi frágil e tardia a reacção de Nazir Salé e suas pupilas que bem poderiam ter saído deste embate com uma victória.
Ainda assim, Clarisse Machan­guana acabou sendo a melhor jo­gadora da partida, ao atingir um duplo-duplo, ou seja marcou 20 pontos (9 em 15 lançamentos de 2 pontos, 60%), 10 ressaltos (3 ofensivos e 7 defensivos).

Portugal lidera
No outro jogo desta segunda jornada, Angola não enfrentou dificuldades para ultrapassar a frágil selecção de Cabo Verde ao vencer por 71-22. Após as duas jornadas até aqui disputadas. Na sequência das duas vitórias, Por­tugal lidera a tabela classificativa com quatro pontos. Esta quarta-feira, Moçambique defronta o Brasil as 12 horas de Maputo (11 de Portugal).
Alfredo Júnior, em Lisboa

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Governo proximo de colocar medicos em todos distritos


O Governo moçambicano está muito próximo de atingir a meta de colocar pelo menos um médico em cada um dos 128 distritos, segundo revelou o Ministro do pelouro, Ivo Garrido. Neste momento, 110 do total dos distritos contam com pelo menos um médico moçambicano.


Mais distritos passarão a ter médicos nos próximos dias, segundo disse o Ministro, falando esta última Quarta-feira, na Assembleia da Republica (AR), o parlamento moçambicano. Esta foi a última vez que o Governo foi ao parlamento para uma sessão de perguntas ao executivo, pois o presente mandato termina com as eleições gerais e das assembleias provinciais de 28 de Outubro próximo.

Alguns dos distritos contam com dois ou mais médicos já que o Governo começou até a afectar médicos em alguns Postos Administrativos. Enquanto isso, o número de médicos moçambicanos cresceu em 60 por cento no Sistema Nacional de Saúde (SNS), tendo passado de 454 médicos, em 2004, para 735 até ao presente momento. Contrariamente, segundo dados a que a AIM teve acesso, o número de médicos estrangeiros no SNS está a decrescer.

De um total de 258 médicos estrangeiros que existiam no SNS, em 2004, o número reduziu, até os dias que correm, para 194. Este facto mostra claramente que o plano de desenvolvimento de recursos humanos do Ministério da Saúde (MISAU) está num bom caminho. Só em 2008, foram colocados em todas as direcções províncias de Saúde 1.445 técnicos recém formados, dos quais 113 médicos generalistas, 77 técnicos superiores de saúde, 448 técnicos de nível médio e 817 de nível alimentar.

A componente recursos humanos está sendo acompanhada de intervenções na área de infra-estruturas. Durante o presente quinquénio foram construídas, a escala nacional, 153 novas unidades sanitárias, entre outras intervenções de grande vulto.

Fonte: A verdade


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Ilha de Moçambique : Procura-se plano para gestão sustentável


Realiza-se amanhã (09/07/2009) e quarta-feira na Ilha de Moçambique o primeiro seminário sobre o Plano de Gestão daquele local que a UNESCO inscreveu na sua lista de Bens Imateriais do Património Mundial. A Ilha de Moçambique distingue-se pelo seu património de valor universal, transcendendo deste modo a dimensão de património cultural nacional.

O seminário faz parte do processo de concepção de um plano que assegurará a gestão sustentável do património cultural deste conjunto urbanístico que foi a primeira capital de Moçambique, bem como a acção e complementaridade dos diferentes intervenientes.

O Plano de Gestão da Ilha de Moçambique deve prever, entre os seus aspectos, a forma como será assegurada a "articulação entre instituições com responsabilidade ao nível da gestão do espaço público e do património", daí que o seminário vai ser uma forma de busca de consenso, isto é, de um diálogo envolvendo todos os interlocutores para gestão integrada para a zona Património Mundial. O Plano de Gestão deve, neste sentido, estabelecer de forma clara a sua articulação com outros instrumentos de planificação local, provincial e nacional, desde os Planos Estratégicos, o Plano de Desenvolvimento Humano e Sustentável da Ilha de Moçambique.

O evento será orientado pelo director nacional da Cultura, Domingos do Rosário Artur, acompanhado pela directora nacional adjunta Solange Macamo, o director do Gabinete de Concervação da Ilha de Moçambique (GACUM) e outros quadros da sua direcção. O Centro do Património Mundial da UNESCO estará representado por Bakonirina Rakotomamonjy, especialista de conservação e restauro, para além de contar com a presença de Francisco Monteiro, arquitecto da UNESCO e perito em conservação e restauro, de nacionalidade portuguesa.

Este seminário, do qual tomam parte quadros do sector da Educação e Cultura na província de Nampula, representantes da comunidade, as autoridades, o sector empresarial e associativo locais, tem em vista alcançar, entre outros objectivos, colher diferentes sensibilidades, tendo em vista a necessidade de consenso no Plano de Gestão da Ilha de Moçambique, estabelecer de um cronograma de actividades subsequentes e de metas para a finalização do referido plano de gestão e sensibilizar os diferentes intervenientes aos diferentes níveis, sobre o valor e significado da Ilha de Moçambique, como Bem do Património Mundial.

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Reabilitação da Av. Milagre Mabote : Trezentas famílias afectadas pelo projecto


Cerca de 300 famílias vão ver as suas infra-estruturas, nomeadamente residências e muros de vedação total ou parcialmente destruídas na sequência da execução das obras de reconstrução da Avenida Milagre Mabote, na cidade de Maputo.

Para o efeito, as autoridades municipais já aprovaram o plano de reassentamento das pessoas a serem afectadas pela execução do projecto, cujas obras deverão arrancar no segundo semestre do presente ano.

A movimentação destas famílias porque elas ocuparam total e/ou parcialmente o traçado original da Milagre Mabote, através da edificação das suas habitações ou muros de vedação e barracas.
“Há famílias que ao longo deste tempo foram ocupando os espaços da estrada”, disse o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango que acrescentou terem sidos, identificadas as infra-estruturas a destruir.

A propósito, disse que no âmbito da execução do projecto de reabilitação daquela via que ao longo dos anos conheceu uma acentuada degradação devido à falta de um trabalho de manutenção rotineira, o chefe da edilidade da capital do país disse que pelo menos 40 famílias terão de ser retiradas e reassentadas em novas áreas de residência nos bairros de Magoanine B, Zimpeto e George Dimitrov.

O projecto de reabilitação da Milagre Mabote conta com o financiamento da Bélgica, que para o efeito disponibilizou cerca de quatro milhões de dólares norte-americanos. No entanto, David Simango não precisou o valor global do empreendimento afirmando apenas que todos os fundos necessários estão garantidos.

De referir que a reconstrução daquela importante rodovia de entrada e saída da cidade, assim como para o descongestionamento do tráfego nas avenidas próximas, nomeadamente Acordos de Lusaka e Vladmir Lénine foi formalmente lançada em Dezembro último com a assinatura dos acordos entre a edilidade da capital do país e o Reino da Bélgica.

Dados apurados pela nossa Reportagem dão conta de que as obras de reconstrução da Milagre Mabote, numa extensão de três quilómetros, vão também compreender a construção do sistema de drenagem e outras acções visando a melhoria das condições sanitárias da população que vive ao longo da rodovia.

O projecto inclui ainda o melhoramento das ruas transversais do bairro de Malhangalene B e o respectivo sistema de drenagem e outras intervenções que se mostrem possíveis dentro dos quatro bairros beneficiados, nomeadamente Maxaquene A , B e D e Mavalane A.

Desde Dezembro último as partes envolvidas, nomeadamente o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a Cooperação Técnica da Bélgica, estiveram envolvidas na finalização do projecto técnico. Trata-se da conciliação dos projectos da estrada e do sistema de drenagem, que inicialmente foram concebidos de forma separada.

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Turismo de alta qualidade em Morrumbene


O Governo da província de Inhambane, Sul de Moçambique, está a promover um turismo de alta qualidade no distrito de Morrumbene, mais precisamente em Linga- Linga, uma região com enorme potencial turístico mas praticamente inexplorado, disse Segunda-feira à AIM o respectivo governador provincial, Itai Meque.


Presentemente, está em curso um trabalho visando a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica para Linga-Linga, a partir da sede distrital de Morrumbene, cerca de 480 quilómetros da cidade de Maputo, a capital do país, bem como a reabilitação da respectiva pontecais, para o embarque e desembarque de turistas e residentes locais.

Segundo Itai Meque, vai ser reabilitada a estrada que dá acesso à Linga- Linga, cerca de 480 quilómetros de Maputo, um trabalho que incluirá a reconstrução de uma ponte que presentemente se encontra danificada, entre outras iniciativas tendentes ao desenvolvimento do turismo naquela região. Aquele governante, que acaba de visitar Linga-Linga, dotada de lindas praias e de várias espécies de recursos marinhos, incluindo marlim, tartarugas, dugongos, para além de aves e outras atracções turísticas, enalteceu o papel do turismo em Inhambane no combate à pobreza.

Entretanto, dados da direcção provincial do Turismo em Inhambane estimam em mais de 150 milhões de dólares norte-americanos, o volume de investimentos no sector turístico, até ao final de 2008, o que corresponde à meta fixada para aquele ano. A AIM soube que os investimentos foram efectuados fundamentalmente ao longo dos cerca de 700 quilómetros da costa de Inhambane, uma das províncias moçambicanas que, nos últimos anos, têm sido um destino turístico privilegiado para cidadãos e investidores provenientes de diferentes quadrantes do mundo.

A legislação moçambicana sobre investimento na área turística e noutros sectores da actividade sócio-económica é caracterizada por um código de benefícios fiscais e aduaneiros atractivos que, no caso de Inhambane, incentiva investidores sobretudo para as regiões de Tofo, Vilankulo, Bazaruto, Jangamo e Morungulo. De referir que Inhambane está a investir cerca de oito milhões de dólares norte-americanos na aplicação de um projecto âncora para o desenvolvimento de turismo de alta qualidade, de modo a incrementar a contribuição deste sector para o desenvolvimento do país, em geral, e da província, em particular.

Ao longo da costa de Inhambane há empreendimentos turísticos de diferentes níveis, num esforço que visa desenvolver um turismo de alta qualidade, ou seja, que tenha melhor enquadramento em termos de infra-estruturas e equipamentos modernos, bem como no contexto sócio-ambiental. O Governador Meque tem realçado que dadas as “excelentes condições climáticas de Inhambane. Os turistas sentem a vontade de visitá-la sempre”.

Aliado a essas condições, existe o facto de Inhambane “possuir um povo muito simpático, que gosta de receber visitas, e hoje em dia as pessoas sentem cada vez mais a necessidade de visitar povos acolhedores como o de Moçambique”

Fonte: A verdade


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Camarão moçambicano à caminho dos EUA


As autoridades moçambicanas ainda não tem aval dos americanos mas acredita-se que, até ao final do ano, primeiras quantidades de camarão poderão ser exportadas às terras do tio Sam .


Depois da vertiginosa queda do preço do camarão no mercado da União Europeia, as autoridades moçambicanas continuam a negociar a colocação deste produto de exportação no mercado americano, mais concretamente, nos Estados Unidos da América. A queda ao que se sabe foi em mais de metade, ou seja, da média de USD10/kg para cerca de 6 dólares por quilograma.
Mesmo que ainda não se tenha chegado a consensos definitivos, as autoridades moçambicanas dizem que, o mercado americano, constitui uma aposta e uma alternativa viável para a colocação do camarão moçambicano, daí os esforços em curso. Já há algumas garantias e, dentro em breve, os armadores moçambicanos poderão ter as portas do mercado americano abertas.
O ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando, disse ao mediaFAX que, neste momento, considerado os níveis de queda do camarão no mercado europeu não restam outras soluções senão buscar alternativas noutros mercados e o americano é um dos preferenciais. Esta estratégia, segundo António Fernando deve, igualmente, ser vista no âmbito de acções que estão sendo levadas a cabo pelas autoridades no sentido de transformar a crise mundial em oportunidade para dar mais valor acrescentado ao produto nacional. “São várias ideias que estão a ser avançadas, por exemplo, em relação ao camarão, assim que baixou o preço na Europa nós descobrimos outro mercado.
O americano.
Estamos a trabalhar seriamente para colocarmos o nosso camarão nesse mercado. E tudo indica que brevemente iremos conseguir, dando valor acrescentado a este produto que gera divisas ao país” – sublinhou António Fernando a importância de busca de alternativas para os produtos moçambicanos. Um dos principais produtos de exportação, o camarão, recorde-se, rendeu nos últimos 14 anos, cerca de um bilião de dólares americanos ao país.
Entretanto, nos últimos anos, e devido a vários factores, o negócio de camarão não tem sido dos melhores. Um dos factores indicados como tendo contribuído para a queda do preço no mercado europeu é o facto de a União Europeia ter sido “invadido” pelo camarão de aquacultura, produzido a baixo custo, comparativamente ao camarão selvagem que Moçambique exporta.
Se, em 1994, o camarão representava 38 por cento do volume global de exportações, representa, hoje, apenas dois por cento. O camarão já chegou a ser o primeiro na lista dos mais exportados por Moçambique. Aconteceu, por exemplo, em 1994 e nos cinco anos subsequentes. Mas, em 2000, a situação mudou. Nesse ano, o que Moçambique mais exportou foi energia eléctrica e, no ano 2001, os lingotes produzidos pela fábrica de alumínios Mozal.
Ainda para ilustrar a queda vertiginosa do negócio do camarão, números indicam que, em 1994 Moçambique obteve cerca de 63 milhões de dólares americanos, e pouco mais de 92 milhões, no ano 2001, em 2008 as divisas resultantes da exportação do camarão não foram para além dos 45 milhões de dólares.
Em 2008, foram capturadas e exportadas cerca de 5 mil e quatrocentas toneladas de camarão, contra as mais de nove mil exportadas no ano 2000. Em grandes quantidades o país exportava o seu camarão para a Espanha, Portugal e França. (F.M.)

Savana

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Moçambique já pode diagnosticar a Gripe A (H1N1)


Moçambique já pode diagnosticar a Gripe A (H1N1) LUSA Moçambique já tem capacidade de diagnóstico da gripe A, após a formação na semana passada de quatro técnicos do laboratório central do Instituto Nacional de Saúde, informou hoje o Ministério da Saúde moçambicano. Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Moçambique, Leonardo Chavane, a formação no diagnóstico da gripe A (H1N1) foi ministrada por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).


“Era importante que tivéssemos capacidade de diagnóstico da doença no laboratório central. Já a temos”, sublinhou Leonardo Chavane, em declarações à Agência Lusa.

Os quatro peritos já formados deverão, posteriormente, ser formadores de pessoal de saúde espalhados pelas 11 províncias moçambicanas, que terão de estar dotados de técnicas de detecção de possíveis casos de pessoas contaminadas pela gripe A.

Depois da formação dos técnicos de laboratório, seguir-se-á a capacitação de técnicos de vigilância epidemiológica e de enfermagem, acrescentou o porta-voz do Ministério da Saúde de Moçambique.

Nos pontos de entrada do país, nomeadamente nos aeroportos internacionais, o Ministério da Saúde mantém uma “vigilância epidemiológica apertada”, após mais um país africano, Cabo Verde, ter diagnosticado esta semana os primeiros casos da gripe A.

Em África, já haviam sido diagnosticados casos da doença no Egipto e África do Sul, subindo para três o número de países com a gripe A no continente africano.

Recentemente, a OMS forneceu mais de 30 mil doses de anti-virais ao Governo de Moçambique para fazer face aos prováveis casos de infecção da doença.
Por outro lado, o Ministério da Saúde de Moçambique está a levar a cabo campanhas de sensibilização pública sobre o H1N1.

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Ensaia-se aumento da produtividade com apoio do Japão e Brasil

MOÇAMBIQUE, Japão e Brasil estão em processo de implementação de um projecto de desenvolvimento agrário no país. Para o efeito, uma missão integrando membros da JICA (do Japão) e da EMBRAPA e ABC (do Brasil) reuniram se recentemente em Maputo para fazer um estudo preliminar do programa.

Segundo soubemos, uma segunda missão de alto nível do Japão e Brasil deverá se deslocar ao país para a assinar um acordo tripartido que estipulará, entre outros aspectos, as áreas onde será desenvolvido o projecto e os produtos a serem desenvolvidos.
Falando em Maputo no final da visita que a missão de trabalho vinha efectuando há dias ao país, o embaixador do Japão em Moçambique, Susumu Segawa, explicou que ao longo dos últimos 30 anos o Japão e Brasil vêm implementando conjuntamente um projecto de desenvolvimento agrário conhecido por “Desenvolvimento de Cerrado” e que tem tido resultados “bastante positivos” no desenvolvimento agrário.

“A ideia é ver replicado o sucesso do projecto “Desenvolvimento de Cerrado” no projecto de Desenvolvimento Agrário em Moçambique. Também, através deste projecto, espero ver uma relação de amizade fortificada entre Japão, Moçambique e Brasil”, disse o diplomata.

Susumu Segawa afirmou ainda que o Desenvolvimento de Cerrado foi um dos projectos de desenvolvimento que melhor foram sucedidos na cooperação bilateral entre o Japão e o Brasil.
“O Programa de Cooperação Trilateral, que se pretende entre Moçambique, Japão e Brasil, não só promoverá um intercâmbio a nível técnico e académico, mas também tornar-se-á numa fundação para a cooperação no domínio das relações exteriores destes países”, afirmou.

O embaixador do Japão disse ainda que com base no projecto do Desenvolvimento do Cerrado nos últimos 30 anos milhares de técnicos japoneses e brasileiros têm desenvolvido intercâmbios de cooperação.
“Gostaria que o mesmo acontecesse na futura cooperação entre Japão e Moçambique. Para isso gostaria de solicitar ao Ministério da Agricultura de Moçambique uma maior cooperação”, afirmou.

No passado dia 13 numa reunião de ministros das Finanças do Grupo das Oito Nações Mais Industrializadas do Mundo (G-8), o Governo do Japão propôs uma política de assistência à África através das instituições internacionais de investigação.

“A mesma política prioriza o desenvolvimento da cultura de arroz e eucalipto para as áreas áridas, e a produção alimentar e segurança dos recursos que absorvem o dióxido de carbono”, afirmou Susumu Segawa.

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Trocas comerciais Lisboa-Maputo cresceram 30 milhões de euros


Moçambique tem mais importância como cliente do que como fornecedor
no comércio externo português, ocupando a 35ª posição como comprador nos últimos três anos
As trocas comerciais entre Portugal e Moçambique crescerem 30 milhões de euros no último trimestre do ano em curso, comparativamente ao período homólogo de 2008, segundo avançou, há dias, em Maputo, o chefe da diplomacia portuguesa no nosso país, Mário Godinho de Matos.


Refira-se que as trocas comer­ciais entre os dois países são fa­voráveis a Portugal, segundo um relatório da Agência para o Inves­timento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) sobre Relações Económicas Portugal-Moçambi­que, citado recentemente pela Lusa.

Moçambique, no comércio ex­terno português, tem mais impor­tância como cliente do que como fornecedor, ocupando a 35.ª posi­ção como comprador nos últimos três anos, adianta o relatório, acrescentando que a melhor posi­ção alcançada pelo nosso país foi o 57º lugar, em 2005.

Em 2004, Portugal exportou para Moçambique produtos no valor de 54,9 milhões de euros, passando para 64,7 no ano se­guinte, atingindo 73,7 em 2006. Em 2007, as exportações chega­ram aos 89,4 milhões de euros e no ano passado subiram para 92,7 milhões.

Portugal é o segundo maior investidor em Moçambique, de­pois da África do Sul, o que, para Mário Godinho de Matos, significa que o país é prioritário para Lisboa. “Vamos continuar a dedicar muita atenção (ao país) e ver quais são as possibilidades de desenvolver mais negócio que seja proveitoso para as duas par­tes”, disse.
Linha de crédito

Em relação à linha de crédito de 300 milhões de euros criada por Portugal para investimen­tos de empresas daquele país em Moçambique, o diplomata indicou que a aplicação do va­lor poderá ter lugar a partir dos próximos dois meses, depois da formalização do memorando de entendimento. “A partir daí, es­peramos que as empresas come­cem a funcionar e aproveitem também as vantagens que têm esse crédito”
O Pais

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Guebuza e esposa premiados em Bruxelas


O FÓRUM Crans Montana distinguiu sexta-feira última em Bruxelas, na Bélgica, o Presidente Armando Guebuza e sua esposa, Maria da Luz Guebuza, com o ‘Prémio Crans Montana 2009’, em reconhecimento do seu trabalho visando minorar o sofrimento dos cerca de 20 milhões de moçambicanos.


A cerimónia ocorreu em plena Câmara Municipal de Bruxelas, na presença da Primeira-Dama moçambicana, Maria da Luz Guebuza, que participou no fórum.

“O Continente Africano está mergulhado na pobreza e é difícil registar progressos. O Presidente da República e sua esposa têm dado progressos na sua governação”, disse o fundador e presidente do Fórum Crans Montana, Jean-Paul Carteron.
Jean Carteron assim se expressou momentos depois da Princesa Astrid, do Reino da Bélgica, ter distinguido a Primeira-Dama moçambicana. Considerou, na ocasião, que “Moçambique é um exemplo de boa governação em África”.

Segundo a fonte, normalmente o prémio da sua organização não é atribuído a individualidades africanas. Mas com esta distinção o Fórum Crans Montana espera que o gesto sirva de encorajamento ao casal Guebuza para continuar a dar progressos no seu trabalho.
“Não é fácil nos deslocarmos a Moçambique porque implica voar, entre outras coisas. Mas eu acho que o mundo devia ir a Moçambique para ver o que está a acontecer a nível social e económico”, indicou Jean Carteron.

Em reacção, Maria da Luz Guebuza disse dedicar o prémio ao povo moçambicano, devido à sua participação activa no desenvolvimento do país.
“Queremos nos comprometer aqui, perante todos, que iremos continuar a trabalhar no sentido de promover a paz, estabilidade e desenvolvimento do país”, vincou Maria da Luz Guebuza.

Embora ausente devido a questões relacionadas com a sua agenda de trabalho, o estadista moçambicano, Armando Guebuza, reagiu à distinção, através de um vídeo exibido na ocasião.
Na sua mensagem, Armando Guebuza considerou Moçambique um país abençoado, por possuir uma beleza natural, recursos e um povo hospitaleiro e trabalhador.

Segundo o Chefe do Estado, apesar do país estar a registar progressos na luta contra a pobreza ainda existem enormes desafios pela frente relacionados com as secas, cheias, entre outros efeitos das mudanças climáticas.
“Que continuemos a trabalhar juntos por um Moçambique melhor”, disse Armando Guebuza, que deverá receber a sua distinção numa cerimónia a ter lugar em Maputo em data ainda a anunciar.

Ainda na cerimónia de sexta-feira, o Fórum Crans Montana distinguiu outras sete individualidades, dentre as quais a Rainha de Bahrein, Sheika Sabeeka bint Ibrahim Al Khalifa, o Presidente norte-americano, Barack Obama, e os primeiros-ministros da Turquia e do Luxemburgo, respectivamente, Rama Yade e Recep Tayyip Erdogan.

MUHAMUD MATSINHE, da AIM

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Governo vai construir segunda ponte em Tete sobre o rio Zambeze

O GOVERNO moçambicano já tem assegurado um financiamento para a construção de uma segunda ponte sobre o rio Zambeze, na cidade de Tete, província do mesmo nome. Sem revelar os valores a serem aplicados, o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, que ontem anunciou o facto durante a visita à ponte construída sobre o mesmo rio, entre as margens de Caia, em Sofala, e Chimuara, na Zambézia, explicou que o projecto já está concebido devendo arrancar até finais do corrente ano.

“A província de Tete está a ter um crescimento bastante assinalável e isso catapulta o desenvolvimento, o que implicou que o Governo elaborasse este projecto para a construção da segunda ponte na cidade de Tete, o que permitirá, igualmente, que o carvão de Moatize e todo o potencial de produtos agrícolas possam ser escoados”- explicou.
Igualmente sem revelar os financiadores, o titular da pasta das Obras Públicas e Habitação assegurou que já existem verbas asseguradas, o que terá levado o Governo a desenhar esta importante iniciativa.

“O nosso desejo é construir a segunda ponte sobre o rio Zambeze na cidade de Tete, o que vamos equacionando para que tudo aconteça, se não houver qualquer constrangimento o arranque das obras possa ocorrer até finais do corrente ano”- revelou.

Debruçando-se sobre a ponte construída entre as margens de Caia, em Sofala e Chimuara, na Zambézia, Felício Zacarias disse que está tudo a postos para a sua inauguração dentro de dias, numa cerimónia a ser dirigida pelo Presidente da República, Armando Guebuza.

Sobre a qualidade das obras disse que o Governo está bastante satisfeito com o nível de sua execução. Afirmou que tudo está a postos para a cerimónia que terá, em princípio, o seu ponto mais alto na região de Chimuara, dado que o lançamento da primeira pedra aconteceu em Caia.

A nova aponte ligando Sofala e Zambézia terá duas portagens, sendo uma em cada margem do rio. Está orçado em 78 milhões de euros disponibilizados pela Comissão Europeia, Suécia, Itália, Moçambique e Japão. Possui duas faixas de rodagem, dois passeios, 36 pilares, dos quais 29 no viaduto e seis na ponte principal. Possui 2.376 metros de comprimento, sendo 1.666 no viaduto e 710 na ponte principal.
António Janeiro

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A Polícia deteve a 25 de Junho último dois cidadãos estrangeiros, na Beira,


A Polícia deteve a 25 de Junho último dois cidadãos estrangeiros, na Beira, capital da província central de Sofala, por crime de abate ilegal do animal protegido, caça em período de defeso, posse ilegal de armas de fogo e furto de dispositivo electrónico.


Segundo o Departamento de Comunicação do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), trata-se de Victor Ildefonso Anselmo, 47 anos, e Juliene Raymond, 56 anos, de nacionalidade portuguesa e francesa respectivamente.

Ambos são indiciados de abate ilegal de um elefante e apoderado indevidamente de um colar – transmissor do sinal via satélite do PNG, no dia 18 ou 19 de Junho último, perto de Chiramba, no distrito de Chemba.

Segundo o director do Departamento de Conservação do PNG, Carlos Lopes Pereira, “o elefante denominado G4, facilmente identificável pelo colar – transmissor de grande porte que levava ao pescoço, movimentava-se, frequentemente, entre o Parque e o rio Zambeze, passando pelas Coutadas de Caça, facto conhecido pelos responsáveis e pelas comunidades”.

Os seus movimentos e a sua posição geográficos eram permanentemente monitorizados a partir do sinal de satélite que emitia. O mesmo dispositivo emitia também o sinal via VHF captável pela radiotelemetria, tecnologia esta que permitiu a localização do acessório, e consequente detenção, na cidade da Beira, dos autores do seu furto e do abate ilícito do paquiderme em alusão, pela Polícia.

No entanto, de acordo com a fonte, entre os dias 12 e 19 de Junho findo, o seu sector notou através de leitura dos movimentos que o animal se deslocava pouco, tendo deduzido que o mesmo estivesse eventualmente ferido.

Mais tarde viria a parar definitivamente, o que levou o PNG a acreditar que o mesmo poderia ter morrido naturalmente ou sido abatido por caçadores furtivos.

As investigações posteriores com vista a aclarar o assunto viriam a confirmar o ferimento do animal no dia 12 de Junho último e sua morte entre 18 e 19 do mesmo mês.
Segundo Pereira, no dia 20 de Junho de 2009, o sinal fornecido pelo satélite movia-se em direcção à uma residência no Chiveve, a Sudoeste do Município da Cidade da Beira.

O mesmo foi transmitido, no dia seguinte, pelas cerca das 22.25 horas, e desaparecido depois, situação que só pode acontecer como resultado da destruição ou ocultação do colar transmissor dentro de contentor ou edifício, explicou Pereira.

Perante estes indícios, no dia 24 e 25 do mesmo mês, o Departamento de Conservação encetou contactos junto à PRM, à Polícia de Investigação Criminal (PIC) e à Procuradoria da República, ao nível da província com vista a localizar os presumíveis responsáveis no abate delituoso do elefante protegido para responderem em juízo sobre os crimes que pesam sobre eles.

Prosseguindo, Pereira disse que, no dia 25 de Junho, com o mandado de busca e apreensão nas mãos, agentes da PIC e elementos do PNG dirigiram-se ao local suspeito na cidade da Beira, e iniciaram as diligências para localizar o dispositivo.

“Quando chegamos nas proximidades do sítio, activamos o sistema VHF, na frequência específica do G4, tendo demonstrado a presença do dispositivo de emissão do sinal na casa sob suspeita”, explicou Pereira.

“Depois de alguma resistência passiva por parte dos ocupantes da moradia alvo de busca, na tentativa de deslocarem o colar para a bagageira de uma viatura fora do apartamento, os polícias conseguiram introduzir-se no seu interior sem, no entanto, usar a força, tendo prendido Victor Anselmo, ligado a empresa Ideal Safaris, e a sua comparsa, Juliene Raymond”, acrescentou a fonte.

Na ocasião, a Polícia apreendeu seis armas de vários calibres, grande quantidade de munições, um colar transmissor, cinco pontas incluindo os dentes e patas do elefante G4, e vários troféus de búfalos, sem as respectivas licenças ou documento de propriedade.

Segundo Pereira, um dos marfins confiscados, já devidamente acondicionado conjuntamente com outros produtos de caça para a exportação, pesava 55 kg e media mais de 3,70 metros, tamanho considerado de património nacional e proibido de sair do país.

De acordo com o PNG, os implicados na autoria de crimes de caça ilegal continuam detidos e com a prisão legalizada.
A Administração do PNG alega prejuízos de cerca de 50 mil dólares norte-americanos, correspondentes aos custos de captura, transporte do elefante de África do Sul para Moçambique, e aquisição de equipamento de monitoria para determinar a sua posição geográfica via VHF e satélite.

Por outro lado, a mesma direcção agradece a cooperação e a excelente actuação da Polícia, na localização e detenção dos indiciados no abate do elefante e no furto do colar transmissor.
Refira-se que o elefante morto foi introduzido, ano passado, no PNG, translocado do Parque Nacional do Kruger, num conjunto de seis machos escolhidos de entre os que reuniam melhores características fenotípicas e genotípicas, com o objectivo de regenerar o fundo genético da população existente, largamente sabotada nas décadas de 80 e 90, como resultado dos abates incontrolados.

Segundo Pereira, “o presente caso indica a existência de caça ilegal e indivíduos sem escrúpulos capazes de matarem o que lhes aparece pela frente para fins ilícitos e lucro fácil.”

Enquanto isso, o PNG aguarda o desfecho do caso e o posicionamento das autoridades responsáveis pelo licenciamento de caçadores, coutadas de caça e fazendas do bravio e da emissão de licenças de abate.


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Empresários portugueses querem exportar madeira e carvão para a Europa


Empresários portugueses querem exportar madeira e carvão para a Europa
Empresários portugueses estão interessados em exportar madeira e carvão vegetal de Moçambique para o mercado europeu e já recolheram amostras de madeira para serem analisadas em laboratórios da Península Ibérica. Oito empresários do concelho de Mondim de Basto visitam esta semana e a próxima as províncias moçambicanas de Sofala e Manica, tendo já recolhido 30 quilos de madeira das espécies de panga-panga, chanfuta, mondzo, eucalipto e pinho para análise de qualidade.


“Queremos com isso ver que tipo [qualidade] de madeira Moçambique tem para oferecer ao mercado europeu. O facto de recolhermos amostras já é interessante, pois é um bom caminho para esta missão empresarial”, disse à Lusa Enoque João, presidente da Casa de Moçambique em Portugal, que organizou a visita.

“Estivemos reunidos com todos os intervenientes do ramo da madeira. Também para nos situar das quantidades de produção do carvão vegetal em Manica, que achamos já ter mercado na Europa, sobretudo para a indústria de aviação”, acrescentou.
A missão, que durante a estada em Moçambique manterá contactos com as autoridades da Beira, Maringue, Chimoio (centro) e Vilanculos (sul) congrega empresários ligados às áreas da madeira, móveis e hotelaria.

No âmbito de intercâmbio empresarial, o grupo de portugueses convidou homólogos das províncias de Sofala e Manica para uma visita a Portugal, para troca de experiências.
“Além de intercâmbio, há novas tecnologias nos domínios de móveis e madeira que achamos que devem ser transferidos para cá (Moçambique). Então vamos abrir a possibilidade de formação profissional, com estágio de quatro a seis meses em Portugal, para técnicos moçambicanos”, assegurou Enoque João à Agência Lusa.

Na província de Manica, disse também, o grupo interessou-se pelo nível de produção de milho, estando igualmente na forja uma iniciativa de exportação do cereal para o mercado europeu.
Em declarações à Lusa, o director provincial da Agricultura de Manica, Dinis Lissave, encorajou a missão empresarial a investir na província no ramo agro-pecuário, área em que Manica é rica.
“Essa é uma óptima oportunidade para Manica colocar os seus produtos no mercado europeu, mas também uma alavanca para um investimento português na província”, disse.

Dois dos oito empresários (do ramo hoteleiro) seguem, depois de Moçambique, para a República da África do Sul, para explorar as oportunidades de investimento no ramo hoteleiro face ao mundial de futebol de 2010.

Esta é a segunda visita recente de empresários portugueses a Manica, depois de 12 empresários de Paços de Ferreira terem estado na província há uma semana para estudar oportunidades de investimento.

Em Setembro deverá chegar um novo grupo de empresários portugueses.

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Brasileiros pretendem desenvolver bioenergia no país


Encontra-se, desde segunda-feira , no país, uma missão de pesqui­sadores da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, com o objectivo de verificar as possilidades de de­senvolvimento do sector de bioenergia e estabelecimento de um grupo de pesquisa sobre o tema com pesquisado­res nacionais.

Por outro lado, o grupo, composto por sete pesquisadores, pretende desenvolver um outro projecto de pesquisa, que visa fortalecer a internacionalização das instituições de ensino superior, nas áreas de economia, contabilidade e gestão.
Ainda, os pesquisadores que se encontram no país vão discutir propostas de adaptação dos currículos nacionais para a formação de profissionais, no sentido de torná-los mais aptos a actuar num ambien­te de crescente integração global, tornando-os capazes de analisar questões económicas, sociais e políticas.
O grupo de pesquisadores encontra-se no país ao abrigo de um acordo assinado pela Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo e Instituto Superior de Ciências e Tecnologia (ISCTEM), integrado no programa Proáfrica, financiado pelo governo brasileiro.
O Pais

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Moçambique volta a entrar no mercado internacional de citrinos


A empresa moçambicana de produção de citrinos, Cintrum, exportou 1.400 toneladas de laranja e toranja para o mercado europeu ao longo da presente campanha agrícola (2008-2009), como resultado de um investimento avaliado em 1.6 milhão de dólares no melhora­mento dos pomares da institui­ção.


A Citrum, um projecto que está a ser desenvolvido no distrito de Boane, província de Maputo, es­pera exportar aproximadamente 2.500 toneladas de citrinos na próxima campanha agrícola, na sequência de pequenos investi­mentos a nível dos pomares da empresa.

Para além do mercado exter­no, a empresa está a comerciali­zar pouco mais de 200 toneladas de laranja e toranja no mercado local, incluindo as indústrias de sumo nacionais.

Neste momento, refira-se, o empreendimento conta com cer­ca de 350 trabalhadores fixos, po­dendo contar com mais 800 pos­tos de emprego sazonalmente, na altura das colheitas.
Outros mercados

O mercado europeu é o princi­pal destino dos citrinos produzidos pela Citrum, entretanto, a pers­pectiva da instituição é assegurar o fornecimento tanto ao mercado nacional como o regional, com os olhos virados para Ásia.

“O mercado asiático mostra-se também aberto aos nossos produ­tos, mas ainda estamos a desenvol­ver contactos nos sentido de pas­sarmos a exportar para lá, revelou o PCA do Gabinete de Apoio a Pequenos Investimentos (GAPI), António Souto.

O GAPI, que é a instituição que “salvou” a Cintrum de uma iminente falência, surge em 2007 com uma estratégia de produção de citrinos e busca de parceria tec­nológica, o que permitiu àquela instituição retomar o projecto de produção e exportação de laranja e toranja.
Cintrum vale três milhões USD

De acordo com António Sou­to, antes da intervenção da GAPI na Cintrum, o empreen­dimento havia se desvalorizado para menos de 100 mil dólares, mas, com o nível de exportação e estabilidade dos pomares da instituição, vale neste momento três milhões de dólares ameri­canos.
Por outro lado, a Cintrum pre­tende investir, a médio prazo, na aquisição de equipamentos de nova geração que permitam a ampliação da área de produção, para além de melhorar a quali­dade dos citrinos produzidos e sustentabilidade da instituição, num investimento deverá ascen­der os 3.5 milhões de dólares.

Para além das plantações de laranja e toranja numa área de 720 hectares, a Cintrum possui plantações de banana, que pro­duzem cerca de 25 toneladas por semana
O Pais


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